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A Taboadella é o novo negócio do grupo Amorim

Dezanove anos depois de comprar a Quinta Nova, no Douro, o grupo entra no Dão. O investimento é de 1,25 milhões de euros. "É o passo certo para construirmos um projeto de referência", diz Luísa Amorim

O grupo Amorim decidiu reforçar a sua presença no sector do vinho e comprou a Quinta da Taboadella, no Dão, num investimento de 1,25 milhões de euros. "Temos uma estratégia familiar bem definida e acreditamos muito no conceito de pequenos Chateaux", justifica Luísa Amorim, a mais nova das três filhas de Américo Amorim, responsável pelos negócios nesta área.

"É o passo certo para construirmos um projeto de referência nesta região clássica", acrescenta a empresária que quer desenvolver aqui, "um conceito próprio" em que também cabe o enoturismo, tal como no Douro, mas sem dormidas. No Dão, Luísa Amorim vai aproveitar a propriedade, com um casario envolto num jardim secular, para criar um projeto de enoturismo assente em visitas, provas e uma loja, procurando "articular a dinâmica" com o Douro.

A nova propriedade da família, em Sátão, entre os vales de Pereiro e de Sequeiros, tem uma área de 50 hectares e é apresentada como uma das mais antigas da região e uma das maiores vinhas de altitude do Dão. Foi a oportunidade de concretizar um projeto de expansão que estava a ser preparado há alguns anos porque Luísa Amorim acredita que esta "é uma região de grande futuro".

A sua aposta na Taboadella assenta nos vinhos premium Colheitas, Reserva e Grande Reserva (Doc Dão). A próxima vindima arranca em modo experimental, testando o potencial das uvas da propriedade. E a apresentação dos primeiros ensaios elaborados pela dupla de enologia e viticultura Jorge Alves e Ana Mota ao mercado chegará em 2019. Ao mesmo tempo, estão previstos investimentos na estruturação da vinha e na construção de uma nova adega e centro de visitas.

A entrada do grupo Amorim no Dão surge 19 anos depois da compra da duriense Quinta Nova, um projeto que permitiu cruzar os negócios do vinho e da cortiça e está já consolidado, com um volume de negócios de 4,2 milhões de euros, correspondente à venda de meio milhão de garrafas no Douro e a um crescimento de 22% em 2017. Aqui, as exportações para 32 mercados representam 50% das vendas e 21% da faturação vem do enoturismo.