Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Fecho dos mercados.Preço do petróleo caiu 5 dólares e bolsa de Istambul liderou quedas

O preço do barril de Brent liderou esta quarta-feira as quedas no mercado das matérias-primas com o preço a descer 6% para os 74 dólares. Nas bolsas, a praça turca afundou-se 5% liderando a maré vermelha financeira mundial. PSI 20 em Lisboa encerrou com queda de 0,44% bem longe das descidas no resto da Europa

Jorge Nascimento Rodrigues

A sessão desta quarta-feira foi de quebras mundiais nas bolsas de ações e no mercado das matérias-primas. O medo face a uma escalada da guerra comercial entre EUA e a China neste verão e os riscos de agravamento do ambiente geopolítico dominaram o 'sentimento' negativo nos movimentos dos investidores.

No mercado das matérias-primas, a sessão desta quarta-feira foi a pior do ano. O índice de commodities da Reuters (CRB) - que abrange 19 matérias-primas - caiu 2,75%, a maior queda desde início de 2018. A segunda maior descida registou-se no dia 2 do mês em curso, com um recuo de 1,44% no índice.

O preço do barril de petróleo de Brent - a referência europeia - liderou as descidas esta quarta-feira, com uma quebra de 6%, fechando em 74 dólares. Numa só sessão, o preço do Brent caiu 5 dólares. Os preços do gasóleo, da gasolina e do barril WTI (a referência norte-americana) desceram mais de 4%. Nos metais industriais, o chumbo liderou as quedas, com uma correção de quase 5%. Nos metais preciosos, o preço da platina desceu 1,8% e o do ouro baixou 1%.

Nas bolsas, esta quarta-feira foi vermelha. O índice bolsista MSCI global caiu 0,89%. Em termos de 'regiões', a Zona Euro liderou as perdas, com o índice MSCI respetivo a perder 1,4%. Os índices MSCI para a Ásia Pacífico e os mercados emergentes recuaram 1%.

Bolsa da Turquia cai 8% em duas sessões

A maior quebra bolsista do dia registou-se em Istambul, com o principal índice turco, o Bist 100, a afundar-se 5%, num contexto particular em que o reforço dos poderes presidenciais se acentuou depois da reeleição a 24 de junho. Em duas sessões consecutivas, aquele índice acumula uma quebra de 8%.

Na Europa, Viena, Milão, Madrid e Frankfurt lideraram as quebras dos índices bolsistas, com perdas acima de 1,5%. Em Lisboa, o índice PSI 20 perdeu apenas 0,44%. Na Ásia, cujas praças financeiras fecharam primeiro, as quatro principais bolsas - Tóquio, Xangai, Hong Kong e Shenzhen - viram os índices mais importantes descer mais de 1%.

Nova Iorque, que encerrou há menos de uma hora, fechou com um recuo dos três principais índices, com o S&P 500 a destacar-se com uma quebra de 0,7%. O índice MSCI para as bolsas dos EUA perdeu 0,7%. Quebras superiores a 1% registaram-se em vários dos mercados emergentes da América Latina, com o índice Merval, de Buenos Aires, a destacar-se com uma perda de 1,4%. Mas, globalmente, o índice MSCI para a 'região' latino-americana foi o que menos caiu, apenas 0,39%.