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Estado coloca €950 milhões. Paga juros mais baixos

Na emissão a 10 anos, o Tesouro pagou esta quarta-feira 1,727% claramente abaixo de 1,919% pago no leilão anterior em junho. A 16 anos, pagou 2,257%, um juro inferior a 2,325% pago no lançamento da linha de obrigações que foi esta quarta-feira a leilão pela primeira vez

Jorge Nascimento Rodrigues

Portugal regressou esta quarta-feira aos leilões de obrigações tendo colocado €950 milhões pagando taxas mais baixas do que nas operações anteriores, segundo dados divulgados pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). Um resultado que já era esperado face à descida dos juros (yields) nos diversos prazos no mercado secundário da dívida. Com esta operação, o Tesouro já cobriu 84% das necessidades de financiamento em obrigações para 2018.

Na emissão a 10 anos, o Tesouro pagou 1,727% pela emissão de €650 milhões, uma taxa inferior a 1,919% paga no leilão de junho. É a segunda taxa mais baixa de sempre, depois do mínimo de 1,67% pago no leião de maio. No prazo mais longo, a 16 anos, o Estado pagou 2,257%, abaixo de 2,325% em abril aquando do lançamento desta nova linha a vencer em 2034.

"Foi um ótimo leilão. Portugal continua a aproveitar a atual conjuntura de taxas de longo prazo baixas na Zona Euro", sublinha Filipe Garcia, presidente da consultora Informação de Mercados Financeiros. As emissões de dívida em Portugal e na área da moeda única estão a beneficiar da descida do risco italiano e da extensão até final do ano do programa de compra de dívida pelo Banco Central Europeu.

Procura mais baixa a 10 anos

O montante emitido ficou ligeiramente abaixo do limite máximo de €1000 milhões previsto para a colocação, teto esse que já havia sido revisto em baixa face às metas do programa de leilões de Obrigações do Tesouro (OT) para o terceiro trimestre que apontavam para um intervalo entre 1000 e 1250 milhões de euros em cada operação. A procura, no prazo a 10 anos, foi de 2,02 vezes a colocação, inferior à registada no leilão de junho quando chegou a 2,28 vezes. No primeiro leilão da OT que vence em 2034, a procura foi de 2,97 vezes a colocação.

Com o leilão desta quarta-feira, o Tesouro já colocou, nos primeiros sete meses do ano, em leilões e operações sindicadas, €12,65 mil milhões em OT face a uma meta de emissões de dívida obrigacionista para 2018 de um montante de €15 mil milhões, segundo os planos para 2018 divulgados pelo IGCP na última apresentação a investidores internacionais.