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Alojamento local avisa deputados: há 33 mil famílias em Portugal que dependem do sector

No dia em que os partidos apresentam no Parlamento as propostas de alteração ao diploma do alojamento local, a associação do sector teme que "as propostas finais sejam feitas sob pressão de tempo e possam trazer medidas desadequadas"

A Associaçção do Alojamento Local em Portugal (ALEP) e Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) tomaram esta quarta-feira uma posição conjunta, dando conta que estão "fortemente preocupadas com as notícias que têm vindo a público sobre possíveis alterações ao regime jurídico do alojamento local", e não concebendo que "depois de seis meses de audições, as propostas finais sejam feitas novamente sob pressão de tempo e possam trazer medidas desadequadas". As associações avançaram com esta tomada conjunta de posição no dia em que os partidos apresentam as propostas finais no Parlamento para alteração ao regime do alojamento local em Portugal.

“Todos queremos que este processo seja finalizado, o setor não pode continuar com esta instabilidade, mas seria um enorme fracasso se, depois de todo este processo e por precipitação, a legislação não fosse equilibrada e voltasse a colocar em risco milhares de famílias e microempresas ou, ainda, que não trouxesse a tão desejada estabilidade”, enfatizam estas associações.

Ao todo, há 33 mil famílias em Portugal, além de "milhares de microempresas", que dependem do alojamento local como rendimento principal, segundo salientam a ALEP e a AHRESP. "Qualquer medida que não tenha o seu impacto devidamente avaliado coloca em causa o sustento de uma parte importante desta realidade", alertam as associações de restaurantes e do alojamento local, lembrando que "esta atividade, ao contrário do que muitos pensam, é extremamente complexa e exige um conhecimento técnico aprofundado, pelo que é preciso conhecer o sector para ter perfeita consciência dos efeitos das medidas tomadas".

"Assim sendo, caso venham a ser implementadas políticas que não tenham essa realidade presente e que se mostrem desadequadas face à realidade do setor podem ter um forte impacto negativo", concluem.