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Petróleo: "O país deve querer conhecer os seus recursos"

O secretário de Estado da Energia Jorge Seguro Sanches encerrou a sessão

Ana Brigida

O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, diz ainda que o Governo tem sido muito rigoroso no acompanhamento dos contratos de exploração de petróleo que existem em Portugal

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, defendeu hoje os trabalhos de prospecção de petróleo que a Galp/Eni pretende começar a fazer em Portugal ao largo da costa alentejana a partir de setembro ou outubro, apesar do foco deste Governo serem as renováveis, e em particular, a energia solar.

“O país deve querer conhecer os seus recursos e depois tomar a decisão se os deve explorar ou não”, afirmou em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do estudo BP Statistical Review of World Energy 2018, em Lisboa, um evento organizado em parceria com o Expresso.

Para Seguro Sanches, o papel do Governo neste tema deve ser o de garantir que a lei é cumprida. “Temos sido muito rigorosos em todos os contratos de prospeção e exploração de petróleo e de gás natural. Aquilo que temos feito foi, nas situações em que havia incumprimentos, rescindimos os contratos, como por exemplo aquele que tinha concedido metade do Algarve a uma empresa ou no caso da exploração de gás natural no Algarve, em que os trabalhos não estavam a ser realizados”, explicou.

Isto porque, de acordo com o secretário de Estado, “a opção deste Governo é pela transição energética, por mais renováveis, mais solar, é isso que temos autorizado. Essas situações vêm do passado e nós, cumprindo aquilo que é a lei e os contratos, temos de continuar a respeitar da forma mais rigorosa”.