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Altice dispara na Bolsa com notícia de que poderá vender a antiga PT

Grupo francês não comenta a notícia. Analistas lembram que não é a primeira vez que surge esta hipótese

A Altice chegou a subir esta sexta-feira mais de 6% na Bolsa de Amesterdão depois de uma publicação francesa dizer que o grupo liderado por Patrick Drahi tinha a operação em Portugal, a antiga PT, à venda. Não é a primeira vez que surge uma notícia de que a Altice se quer desfazer do negócio.

A informação foi avançada pela TMT Finance, uma publicação especializada no sector das telecomunicações e em fusões e aquisições. A TMT Finance, citada pelo Negócios, diz que entre os potenciais interessados estão a espanhola Telefónica e a francesa Orange, que em Portugal já foi parceira da Sonae, na Optimus.

A Altice já veio dizer que não comenta a notícia, e os analistas lembram que não é a primeira vez que surge esta hipótese. Mas as ações da Altice, dona da MEO/PT, dispararam em bolsa, e chegaram a subir um máximo de 6,7% para 3,378 euros. Fecharam a sessão a subir 3,73%, nos 3,28 euros. No mercado de dívida a notícia também teve impacto, com as obrigações da Altice a valorizarem.

Desde que a Altice comprou a PT em 2015, já houve mais do que uma vez notícias de que o grupo de Patrick Drahi teria a operação em Portugal à venda. Drahi sempre disse que isso não era verdade e que este era um investimento para ficar no seu portfólio. Recentemente, a Altice vendeu as torres de telecomunicações em Portugal e em França. Nessa altura, a Altice garantia que não tinha mais nada à venda em Portugal.

Analistas ouvidos pelo Expresso admitem que esta notícia pode estar relacionada com especulações decorrentes do facto de a Altice ter tido resistência dos reguladores (Anacom e Audoridade da Concorrência) à compra da Media Capital, dona da TVI.

Esta venda, diz a empresa de análise bolsista New Street, citada pelo Negócios, poderia representar um encaixe entre 7 a 8 mil milhões de euros para a Altice.

Recorde-se que no final de 2017, após a derrocada em bolsa devido à pressão dos investidores assustados com a elevada alavancagem da empresa (50 mil milhões de euros, a dívida mais elevada entre as telecoms europeias), a empresa de Patrick Drahi anunciou um plano de venda de ativos, que não integrava a PT Portugal.