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Acionista chinês da TAP tem dois substitutos para o presidente que faleceu

A TAP é a maior cliente do Humberto Delgado. Com novos aviões e procura crescente, precisa de mais capacidade no aeroporto

Tiago Miranda

Cheng Feng, até agora vice-presidente, e Adam Tan, conselheiro delegado, assumem a direção do grupo HNA após a morte do presidente Wang Jian, que faleceu depois de cair de um muro, quando tentava tirar uma fotografia numa aldeia do sul de França

O grupo chinês HNA, acionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway, anunciou esta sexta-feira que o até agora vice-presidente Chen Feng e o conselheiro delegado, Adam Tan, assumem a direção da empresa após a morte do presidente.
Wang Jian, um dos cofundadores do HNA, que morreu esta semana após cair de um muro, quando tentava tirar uma fotografia, numa aldeia do sul de França.

"A direção do HNA reuniu e reafirmou o seu compromisso com a continuidade da estratégia da empresa e das suas operações, sob a liderança do presidente Chen Feng e do conselheiro delegado Adam Tan", informou o grupo em comunicado.

Chen assumiu o cargo de Wang, enquanto Adam vai manter o seu cargo e funções principais.

A morte de Wang surge numa altura em que a empresa se está a desfazer de ativos, visando resolver os seus problemas de liquidez e altos custos de financiamento.

Só este ano, o HNA vendeu mais de 14 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros) em ativos.

Em Portugal, a empresa detém uma participação na Atlantic Gateway, consórcio que detém 45% da TAP. Uma das suas subsidiárias, a Capital Airlines, inaugurou em julho de 2017 o primeiro voo direto entre a China e Portugal.

O grupo tem ainda importantes participações em firmas como Swissport ou Deutsche Bank.

A par de Chen Feng, Wang era o maior acionista do grupo, com uma participação de cerca de 15%.

O HNA explicou no comunicado que as ações de Wang serão distribuídas tendo em conta a sua vontade de doar para caridade e que manterá os acionistas informados.