Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Tesla sob pressão. Vendas e cotação em queda. Em duas sessões perdeu mais de 9%

KARIM SAHIB/GETTY

A empresa de Elon Musk cumpriu em junho a meta de produção para o Modelo 3. Mas, o desempenho não convence os analistas

Elon Musk rejubilou por a Tesla ter atingido no fim de junho a meta da produção a que se comprometera de 5 mil unidades do modelo 3 por semana, Mas, o anúncio não entusiasmou as casas de investimento que invocam o declínio das encomendas.

As ações da Tesla registam esta semana uma queda severa - 9,5% em duas sessões (ontem, 4 de julho, a bolsa esteve encerrada).

Em duas sessões, a empresa fundada por Musk perdeu 5 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros). A correção ditou a sua ultrapassem pela General Motors (GM). O valor em bolsa da Tesla é agora de 52,7 mil milhões de dólares (45,3 mil milhões de euros), a GM está 2,2 mil milhões de dólares acima.

Marca falha previsão de vendas

No segundo trimestre, a marca falhou as previsões de vendas dos analistas. O consenso de Wall Street apontava para a entrega de 51 mil carros elétricos, mas a cifra ficou-se pelos 40.740 unidades.

A Goldman Sachs reiterou o seu conselho de venda das ações, esgrimindo o argumento de que as encomendas estão em declínio, evoluindo de 455 mil para 420 mi reservas.

Há ainda dúvidas sobre a segurança do modelo 3, depois da Tesla ter eliminado os testes de travagem que considerou redundantes. Um relatório dizia que Elon Musk ordenara uma simplificação dos testes de segurança e transferira trabalhadores de outros departamentos e linhas de produção para atingir a meta de produção do sedan 3. Mas o fabricante garantiu que "todo os os carros passam por rigorosas verificações, incluindo a travagem".

Balanço preocupa

As casas de investimento permanecem desconfiadas sobre a saúde financeira da Tesla e céticas quanto à evolução da procura dos seus carro. Com a correção do início da semana, a Tesla vale menos agora do que no fim de 2017.

O analista da Goldman Sachs aponta para um preço-alvo de 195 dólares ( compara com a cotação de 311 dólares de terça-feira) - uma desvalorização potencial de 38%.

Numa nota aos clientes, o JP Morgan admite que as ações podem cair com estrondo quando a empresa apresentar as contas do segundo trimestre e aponta para uma cotação de referência de 180 dólares.

O departamento de research do Citibank mantém a visão de que o investimento na Tesla é de elevado risco e que a empresa continua pressionada por um balanço frágil. Mas, a sua avaliação aponta para 313 dólares por ação.

As avaliações são como as cerejas e há para todos os gostos. A fintech do Nomura permanece otimista e entusiasmada. Antecipa uma cotação de 450 dólares. A agência classifica de "marco importante" que reforça a credibilidade, o facto de ter atingido a meta de produção. A cotação "permanecerá volátil" e a fraqueza atual "é uma excelente oportunidade para acumular ações", defende o Nomura.