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Governo aprova projetos turísticos do interior no valor de €61 milhões

Nos concelhos afetados pelos incêndios de 2017 foi dada 'luz verde' ao todo a 164 candidaturas para projetos turísticos

O Governo aprovou 15 candidaturas de concelhos afetados pelos incêndios de 2017 à Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior, que, no total, deu 'luz verde' até agora a 164 candidaturas, num valor de 61 milhões de euros.

Em comunicado, a secretaria de Estado do Turismo informou ter recebido 661 candidaturas, das quais 164 candidaturas foram aprovadas e, entre estas, 15 candidaturas de concelhos afetados pelos incêndios de junho/outubro do ano passado.

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, notou que esta linha tem sido um "grande instrumento de promoção de desenvolvimento de projetos turísticos no interior".

"Demonstrou que quando são criados instrumentos adequados, há uma grande dinâmica de inovação e mobilização do território para fazer acontecer", afirmou a governante, que relatou que nas suas visitas tem encontrado projetos que são uma "verdadeira inspiração e âncoras de desenvolvimento regional", como as praias fluviais no Alqueva.

"Perante este sucesso", o Governo decidiu prolongar o período de candidaturas de 30 de junho para final de setembro, "com uma dotação específica de cinco milhões de euros e já foram recebidas sete candidaturas", informou ainda a secretaria de Estado.

Esta linha destina-se a apoiar investimentos em projetos de valorização da oferta de cycling & walking, do património e dos recursos endógenos no contexto do turismo cultural, termal, equestre, gastronómico, de natureza, militar e ferroviário, valorização e qualificação de aldeias portuguesas, estruturação de programas de visitação turística e eventos com potencial turístico e com impacto internacional.O apoio financeiro ascende a 90% das despesas elegíveis.

Em 17 de junho de 2017, as chamas que deflagraram no município de Pedrógão Grande, no interior do distrito de Leiria, e que alastraram a concelhos vizinhos, fizeram 66 mortos e 253 feridos, atingiram cerca de meio milhar de casas e quase 50 empresas, e devastaram 53 mil hectares de território, 20 mil hectares dos quais de floresta. Cinquenta pessoas morreram e cerca de 70 ficaram feridas na sequência dos incêndios de outubro de 2017 na região Centro, que também destruíram total ou parcialmente cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas.