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Venda de empreendimento em Tróia representa mais-valia de €15,5 milhões para a Sonae Capital

Ativo alienado estava inscrito no balanço da empresa vendedora pelo valor de 4,5 milhões de euros

A venda do empreendimento em Tróia pela Sonae Capital representa uma mais-valia de 15,5 milhões para a empresa, já que no balanço anterior o valor inscrito era de 4,5 milhões de euros.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae Capital adianta que, através da sua subsidiária "S.I.I. - Soberana - Investimentos Imobiliários S.A., celebrou um contrato de promessa de compra e venda nos termos dos quais prometeu alienar a parcela definida no plano de pormenor de Tróia como UNOP 3, pelo valor global de 20 milhões de euros, à sociedade Lagune Tróia S.A., detida integralmente pela sociedade de direito francês Lagune".

O ativo em questão, adquirido em 1997, está inscrito no balanço da Sonae Capital por, aproximadamente, 4,5 milhões de euros, incluindo custos de transação, o que aponta para uma mais-valia de 15,5 milhões de euros.

A Lagune é uma sociedade de investimento em activos imobiliários relacionados com os setores de lazer e saúde, numa perspectiva de médio-longo prazo. Atualmente, possui activos sob gestão de 1.500 milhões de euros, em seis diferentes países europeus, refere a nota, acrescentando que "a celebração do contrato definitivo de compra e venda e a fixação das respetivas condições está dependente da verificação de um conjunto de condições precedentes ainda não ocorridas na presente data".

A Sonae Capital celebrou na quinta-feira um contrato, através do qual se comprometeu a vender a parcela UNOP 3 do plano de pormenor de Tróia por 20 milhões de euros à sociedade Lagune Troia. Segundo a informação remetida ao mercado, na altura, o projeto Lagune Tróia para a UNOP 3 assenta no desenvolvimento de um 'resort' de luxo.

O prejuízo da Sonae Capital agravou-se em 62,1% no primeiro trimestre de 2018 face ao mesmo período do ano anterior, para 7,86 milhões de euros.

O volume de negócios consolidado do grupo ascendeu a 42,32 milhões de euros (mais 32,4% face ao trimestre homólogo) e o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) mais do que duplicou, atingindo 2,08 milhões, gerando uma margem de 4,9%, uma evolução de 3,7 pontos percentuais face ao mesmo período do ano anterior.