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João Ramadas é o vencedor do prémio Primus Inter Pares em 2018

TIAGO MIRANDA

Estudante do ISCTE ganhou o prémio de gestão do Expresso e do Banco Santander, que em 15 anos já distinguiu 75 estudantes de universidades portuguesas. O que está em jogo são MBA com propinas pagas, para dar asas aos projetos dos futuros líderes de empresas

João Ramadas, licenciado em Gestão pelo ISCTE e com um mestrado da Católica, é o vencedor em 2018 do Primus Inter Pares, prémio do jornal Expresso e do Banco Santander que já vai na 15ª edição e cujo objetivo é o de identificar em Portugal os novos talentos enquanto líderes de empresas junto dos estudantes universitários. O anúncio foi feito na cerimónia de entrega do prémio que decorreu esta segunda-feira no Sud Lisboa.

Inês Cunha, com licenciatura em Economia e mestrado em Finanças da Nova, ficou em segundo lugar, e Inês Santos, licenciada em Gestão na Católica e com mestra do em Gestão na Nova, conquistou o terceiro lugar. Os restantes classificados foram Nuno Fonseca, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, e Guilherme Coelho, da Universidade de Coimbra, que ficaram ambos em quarto lugar.

Aos 22 anos, João Ramadas, vencedor do prémio, tem a ambição de "ter uma posição de responsabilidade numa empresa que tenha impacto na vida das pessoas".

O prémio Primus Inter Pares consiste num MBA com propinas pagas numa escola de negócios (business school) nacional ou internacional. O prémio de gestão do Expresso e do Santander vai este ano na 15a edição, tendo recebido cerca de 100 candidaturas.

"A democracia está em perigo e a liberdade ameaçada", avisa Balsemão

Os três vencedores foram eleitos por um júri constituído por Francisco Pinto Balsemão (presidente do grupo Impresa), António Vieira Monteiro (presidente executivo do banco Santander Portugal), António Vitorino, Estela Barbot e Raquel Seabra. Destacaram-se entre os cinco finalistas, apurados após intensas provas de seleção durante um fim-de-semana no Vimeiro, para testar as suas competências ao nível de espírito de equipa, criatividade ou capacidade de liderança.

Ao longo de 15 anos, o Primus Inter Pares já premiou 75 estudantes e recebeu ao todo cerca de mil candidaturas.

Frisando que todos os cinco finalistas do prémio são "alunos brilhantes e francamente bons", Francisco Pinto Balsemão, presidente do júri, lembrou que "estamos a viver um mundo diferente precisa de gente nova, aguerrida e de distinguir o trigo do joio" e também que "a democracia está em perigo e a liberdade ameaçada, e estes jovens são demasiado bons para ficarem fora da intervenção que é necessária a nível da política e da sociedade civil".