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Construção: edifícios licenciados crescem 2% no primeiro trimestre

José Caria

Número de edifícios licenciados para construção atingiu 5,1 mil nos primeiros três meses do ano, mais 2% do que no mesmo período de 2017, revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística

No primeiro trimestre do ano, o número de edifícios licenciados para construção em Portugal aumentou 2% em relação ao mesmo período de 2017, correspondendo a 5,1 mil edifícios, revelam os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Este crescimento compara com uma contração de 1,3% nos últimos três meses do ano passado, também em termos homólogos.

Uma evolução que se ficou a dever aos edifícios licenciados para construções novas, onde o acréscimo atingiu 6,3% em termos homólogos (3,5% no quarto trimestre de 2017).

Já no licenciamento para reabilitação registou-se uma diminuição de 20,7% (-12,1% no 4º trimestre de 2017).

Como resultado, "do total de edifícios licenciados, 70,7% dizem respeito a construções novas e, destas, 70,3% destinaram-se a
habitação familiar", frisa o INE.

A região Centro foi a única que apresentou uma variação negativa no total de edifícios licenciados face ao período homólogo (-4,3%). A região do Algarve apresentou uma variação nula e as restantes apresentaram variações positivas. Com destaque "para o Alentejo (+7,6%), a Área Metropolitana de Lisboa (+5,4%) e o Norte (+4,4%)", aponta o INE.

Quanto aos edifícios concluídos (construções novas, ampliações, alterações e reconstruções), registaram um crescimento de 20% (19,6% no 4º trimestre de 2017), perfazendo 3,5 mil edifícios.

Segundo o INE, a maioria correspondeu a construções novas (72%), das quais 69,8% tiveram como destino a habitação familiar.

O sector da construção tem estado a recuperar da crise, o que se reflete já nos niveis de emprego. Como o Expresso Diário noticiou, o sector estima em 50 mil as necessidades de mão de obra para fazer face ao programa anunciado de obras públicas, reabilitação urbana e ao investimento privado no segmento residencial e industrial.

Há 10 anos, a construção empregava 450 mil pessoas. Depois do colapso nos anos da troika, voltou em 2017 a superar a cifra dos 300 mil. E mantém uma trajetória ascendente.