Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

“Difícil, mas necessário”. Tesla despede 9% dos trabalhadores

Spencer Platt/ Gety Images

Num e-mail enviado aos trabalhadores, Elon Musk explica que o crescimento da empresa resultou da duplicação de funções e que é prioritário tornar a Tesla lucrativa

A Tesla vai demitir – ou “dizer adeus”, como escreveu Elon Musk – a 9% dos funcionários. A decisão foi anunciada esta terça-feira e confirmada pelo próprio líder executivo da empresa. Musk justifica os despedimentos com a necessidade de tornar a empresa lucrativa, apesar de o lucro não ser “aquilo que move” a Tesla.

O rápido crescimento da empresa conduziu a um duplicação de cargos e funções que, “apesar de fazer sentido na altura”, são agora “muito difíceis de explicar”. Foi no Twitter que Musk publicou o e-mail que enviou a todos os funcionários da empresa e que entretanto foi divulgado pela comunicação social. Para que fosse partilhado sem filtros ou tratado pelos jornalistas, optou por publicar a mensagem na íntegra no Twitter, usando a descrição: “difícil, mas necessário”

“Precisamos de reduzir custos e tornar-nos lucrativos, tomámos a difícil decisão de deixar partir aproximadamente 9% dos nossos colegas da empresa”, anunciou Musk. “São cortes que vão ser feitos inteiramente entre a nossa população de assalariados e os produtores associados não estão incluídos”, ou seja, os despedimentos não vão afetar “os objetivos de produção do Model 3 nos próximos meses”.

Musk sublinha a necessidade de tornar a Tesla numa empresa lucrativa – algo que “nunca conseguiu” nos quase 15 anos de existência. “O lucro não é, obviamente, o que nos motiva. O que nos guia é a missão de acelerar a transição do mundo para algo sustentável e de energia limpa, mas nunca teremos isso a menos que sejamos capazes de demonstrar que conseguimos ser suntentavelmente lucrativos, referiu.

As pessoas despedidas vão ser informadas ao longo dos próximos dias. “É difícil dizer adeus, mas é a forma de minimizar o impacto. Estamos a fazer isto agora para que nunca mais o tenhamos de fazer.”