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Plano de recuperação da Oi aprovado pelo Tribunal de Amesterdão

Os planos de recuperação das subsidiárias holandesas da Oi foram aprovados pelo Tribunal de Amesterdão, anunciou esta segunda-feira a operadora brasileira Oi que tem a Pharol como sua acionista de referência

A Oi avançou em comunicado que "as audiências de homologação da Portugal Telecom International Finance BV - em recuperação judicial (PTIF) e da Oi Brasil Holdings Coöperatief UA - em recuperação judicial (Oi Coop) foram realizadas no Tribunal de Amsterdão, Países Baixo, em relação a cada um dos seus planos de composição pela lei holandesa".

No início de junho, as subsidiárias holandesas da Oi deram aval ao plano de recuperação judicial da empresa, aprovado em dezembro passado em assembleia-geral de acionistas no Rio de Janeiro, permitindo reconhecer internacionalmente o documento, que visa reduzir o passivo da empresa.

Enquanto o plano da Portugal Telecom International Finance foi "aprovado por 100% dos credores presentes na reunião, representando 99,99% do total dos créditos habilitados a participar da votação e representando 99,99% do total da dívida", o outro, da Oi Brasil Holdings Coöperatief, recebeu luz verde de "92,82% dos credores presentes na reunião, representando 99,63% do total dos créditos habilitados a participar da votação, e representando 89,16% do total da dívida", de acordo com comunicado divulgado em 04 de junho.

Faltava apenas o reconhecimento oficial dos documentos no Tribunal de Amesterdão, cuja audiência de homologação decorreu esta segunda-feira.

A Oi está num processo de recuperação judicial desde 2016 com o objetivo de reduzir o passivo da empresa, que ronda os 65,4 mil milhões de reais (cerca de 16 mil milhões de euros).

O Plano de Recuperação Judicial propõe-se a reduzir o passivo da empresa, através da conversão de 72,12% da dívida suportada pelos credores, aos quais serão concedidos direitos sobre a companhia.

A portuguesa Pharol é acionista de referência da Oi, com 27% das ações, percentagem que deverá descer com a conversão de créditos.

A operadora brasileira esteve num processo de fusão com a Portugal Telecom, que nunca se concretizou.

No ano passado o prejuízo atribuído aos acionistas da Oi recuou dos 8,0 mil milhões de reais (1,9 mil milhões de euros) de 2016 para 6,4 mil milhões de reais (1,5 mil milhões de euros).