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Caixa Geral de Depósitos fecha mais 70 balcões

Luís Barra

A maioria das agências a encerrar situa-se nos maiores centros urbanos do país, com destaque para a Grande Lisboa e o Grande Porto. Responsáveis da Caixa dizem que não tem havido impactos significativos na atividade devido ao fecho de balcões

Pedro Lima

Pedro Lima

Editor-adjunto

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai fechar em breve mais cerca de 70 balcões, a maioria dos quais até ao final deste mês de junho. Serão encerramentos centrados essencialmente nos maiores centros urbanos do país, em especial na grande Lisboa e no grande Porto. A ideia é que todos estes encerramentos estejam concretizados até ao final do ano.

“Tal como a Caixa Geral de Depósitos, em diversas circunstâncias já afirmou publicamente, este ano serão encerrados cerca de 70 balcões, a maioria dos quais no final do presente mês de junho”, diz o banco público em comunicado. “As agências a encerrar foram objeto de análise e, além da sua atividade e resultado económico, foram tidas em consideração questões como as acessibilidades a outras agências da CGD e a mobilidade da população, resultando deste facto que a maioria das agências a encerrar se situe nos maiores centros urbanos do País, com destaque para a Grande Lisboa e o Grande Porto”, acrescenta.

Além das presenças na grande Lisboa e no grande Porto, o banco diz que “optou por reduzir a sua presença nas maiores cidades, onde se tem acentuado a preferência dos clientes pelos serviços digitais em detrimento dos canais físicos, mantendo e até aumentando a presença dos seus gabinetes de empresas”.

O banco lembra que “o Plano Estratégico negociado com as autoridades europeias em 2016 prevê uma redução de cerca de 25% do número de agências até ao final de 2020”. E que "o número de agências bancárias em Portugal se reduziu em 30% ou 1901, desde 2011, e em Espanha o recuo foi de 11.649, no mesmo período. Apesar desta redução, Portugal continua a ser um dos países europeus com mais balcões per capita".

A Caixa diz ainda que não tem havido impactos significativos na sua atividade devido a estes encerramentos. “A CGD tem vindo a efetuar estes encerramentos, assegurando a manutenção dos níveis de serviço aos seus clientes mantendo a sua rede de ATM e ATS e aumentando os serviços digitais, ao mesmo tempo que procura garantir a manutenção dos seus níveis de atividade. Nas agências que encerrou recentemente, a Caixa manteve mais de 95% dos seus clientes, bem como os seus níveis de envolvimento”.

A Caixa tinha 587 agências em 2017 e no final deste este ano ficará com cerca de 517.