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Portugal regressa na próxima quarta-feira ao mercado da dívida com juros em alta

O Tesouro vai realizar dois leilões de Obrigações a 5 e 10 anos a 13 de junho num contexto de subida das taxas no mercado secundário. O objetivo é colocar entre 750 e 1000 milhões de euros anunciou o IGCP esta sexta-feira

Jorge Nascimento Rodrigues

O Tesouro regressa na próxima quarta-feira, dia 13 de junho, ao mercado da dívida para colocar entre 750 e 1000 milhões de euros em dois leilões de Obrigações a 5 e 10 anos, anunciou esta sexta-feira a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

A operação do IGCP realiza-se num contexto de subida dos juros (yields) dos títulos dos periféricos da zona euro no mercado secundário da dívida em virtude do contágio italiano. As taxas para as obrigações portuguesas atingiram esta sexta-feira 0,874% e 2,03% nos títulos a 5 e 10 anos respetivamente.

O regresso ao mercado obrigacionista ocorre numa semana com três eventos na agenda. A Reserva Federal norte-americana deverá subir a taxa diretora em 25 pontos-base no dia do leilão português e o Banco Central Europeu reúne no dia seguinte o conselho para provavelmente anunciar a descontinuação no final do ano do programa de compra de dívida pública no mercado secundário. Na próxima sexta-feira, Portugal tem de amortizar €6642 milhões de uma linha de Obrigações do Tesouro lançada em 2008.

Recorde-se que, no último leilão realizado pelo IGCP a 9 de maio, o Estado pagou 0,529% no prazo a 5 anos e 1,67% na maturidade a 10 anos, os juros mais baixos de sempre em operações deste género.

No mesmo dia 13 de junho realizam-se leilões de dívida na Alemanha para os títulos a 10 anos, que servem de referência na zona euro, e as primeiras operações de colocação de dívida de médio (3 e 7 anos) e longo prazo (30 anos) em Itália, depois da tomada de posse do governo Conte, de coligação entre o Movimento 5 Estrelas e a Liga (ex-Liga Norte).

  • As taxas das Obrigações do Tesouro a 10 anos voltaram a galgar esta sexta-feira os 2% no mercado secundário depois dos juros italianos abrirem acima de 3,1% em máximos de mais de quatro anos. Líder do 5 Estrelas, vice-presidente do governo em Roma, afirmou querer negociar algumas “condições” do quadro da União Europeia e que dirá “não” a algumas exigências