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Setúbal prepara-se para finalmente cumprir o seu potencial

João Castello Branco (SEMAPA), Cristina Sousa (Raporal), Tiago Freire (moderador e diretor da revista Exame), Leonor Freitas (Casa Ermelinda Freitas) e Francisco Cary (CGD) no principal painel do XVII Encontro Fora da Caixa

Nuno Botelho

O desenvolvimento industrial da região já é uma realidade, mas os seus empresários acreditam que o melhor ainda está por acontecer. Conclusões do XVII Encontro Fora da Caixa, organizado pela CGD com o apoio do Expresso

Indústria, turismo ou agricultura são apenas alguns dos ingredientes que Setúbal oferece para vingar na nova era industrial e que fazem da região que gravita à sua volta "única." Adjetivo que o administrador executivo da CGD, José João Guilherme, fez questão de utilizar no XVII Encontro Fora da Caixa.

O Fórum Luísa Todi, em pleno centro de Setúbal, foi o palco de mais uma edição do ciclo de conferências da CGD (a que o Expresso se tem associado) e que, desta feita, teve como grande tema a discussão da cidade à beira-Sado como ponto neválgico de um distrito poli-industrial. Com sinais positivos.

"Recordo-me de casas sem saneamento há 30 anos e de crianças a andaram com pés descalços. Temos que reconhecer o que foi feito", garante a CEO da Luz Saúde, Isabel Vaz. Leonor Freitas, sócia-gerente da Casa Emerlinda Freitas, lembra-se também de um tempo que ser de um "lugarejo sem eletricidade a alguns quilómetros de Setúbal" era uma grande distância. "Hoje em dia a diferença entre rural e urbano já se esbateu muito", garante.

É a união cada vez maior entre estas diferentes dimensões que faz de região à volta de Setúbal um projeto em andamento com muito potencial para explorar, sobretudo se houver uma maior aposta em "mais emprego e mais qualificado, com melhores salários", como lembrou o general Ramalho Eanes na sua intervenção. O antigo presidente da República destacou as inovações digitais como factores a ter em conta neste processo, para que se preparem devidamente "os desafios do futuro."

O general Ramalho Eanes, antigo presidente da república, foi o keynote speaker da sessão com uma palestra dedicada à "Indústria e Emprego"

O general Ramalho Eanes, antigo presidente da república, foi o keynote speaker da sessão com uma palestra dedicada à "Indústria e Emprego"

Nuno Botelho

Campo que o economista Daniel Bessa acredita não estar a ser acautelado da melhor forma, sobretudo quando devíamos estar com melhores indicadores em função "do crescimento que temos. Será também resultado de se "reagir mais a anúncios de que a políticas duradouras", na opinião do presidente do conselho de administração da CGD, Paulo Macedo.

Entre progressos e dificuldades na região, a dificuldade em contratar esteve também em destaque, com a presidente do Conselho de Administração da Raporal, Cristina Sousa, a confessar que ainda há muitos profissionais que acham "pouco interessante" o ramo agrícola. Já o CEO da SEMAPA, João Castello Branco, defende que o problema é mais de qualidade do que de quantidade, num campo onde a ligação às instituições de ensino pode fazer a diferença.