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O Alqueva que ainda está no "início da revolução"

José João Guilherme (CGD), José Pedro Salema (EDIA), Luís Rosado (Olinorte), Luís Folque, (Sovena), Carolina Silvestre Ferreira (Grupo Vale da Rosa) e o moderador Filipe Ravara (CGD) no principal painel do XVI Encontro Fora da Caixa

Jose Fernandes

O impacto da barragem na economia alentejana e o papel que a inovação está a desempenhar estiveram em destaque no XVI Encontro Fora da Caixa, que teve lugar em Beja

É uma história de sucesso que transformou o Alentejo e a sua indústria agrícola, mas cujo melhor ainda está por vir. Se os investimentos certos forem feitos e a inovação for reconhecida como elemento chave. Será o resumo sintético de uma conferência que colocou o Alqueva no centro das discussões e os seus empreendedores como "heróis."

A acreditar nas palavras de José Pedro Salema, um dos interlocutores convidados do XVI Encontro Fora da Caixa, projeto da Caixa Geral de Depósitos que conta com o apoio do Expresso e que hoje se deslocou a Beja. Para o CEO da Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva é claro que o crescimento rápido do Alqueva, como resultado deste dinamismo, "não assusta." Antes pelo contrário, até pelo papel essencial que desempenhou "na atração de investimento" na altura mais complicada da crise, como lembrou o administrador executivo da Caixa Geral de Depósitos, José João Guilherme.

Na presença de "muitos amigos que andaram comigo ao colo e com quem andei ao colo", o alentejano Carlos Moedas foi outra das figuras que não quis faltar à conferência subordinada ao tema "O sucesso do Alqueva na inovação e desenvolvimento regional." Não escondendo o orgulho por visitar na região que o viu nascer, o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação lembrou os €10 mil milhões para a inovação na agricultura que vão fazer parte do orçamento europeu em 2021 sob sua tutela, com a certeza que o Alqueva se está a juntar "aos melhores exemplos europeus." A pensar em factores de diferenciação como big data ou inteligência artificial.

O cante alentejano, pela voz do Grupo Cantares do Desassossego, fechou a sessão dedicada ao Alqueva (e ao futuro da região) em pleno coração do Alentejo

O cante alentejano, pela voz do Grupo Cantares do Desassossego, fechou a sessão dedicada ao Alqueva (e ao futuro da região) em pleno coração do Alentejo

Jose Fernandes

Trata-se do dinamismo que o gerente da Olinorte, Luís Rosado, pede para criar "novas soluções" no turismo, por exemplo, enquanto Carolina Silvestre Ferreira, administradora executiva do Grupo Vale da Rosa, lembra da sinergia que é preciso manter entre as empresas e as entidades promotoras da região, porque "criar uma marca não é fácil." Tudo factores que contribuem para a necessária "internacionalização", como lembrou Luis Folque, administrador Executivo da Sovena.

O "Alentejo terra de modernidade", como lhe chamou o economista José Félix Ribeiro, só tem que aproveitar "a gigante transformação" que o Alqueva está a provocar. Um só que já não é pouco.