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Carlos Tavares reduz lucros do Montepio de 30 milhões para 6,4 milhões em 2017

Manuel de Almeida/Lusa

Maiores imparidades ditam menos lucros de 2017 face aos resultados apresentados pelo seu antecessor, Félix Morgado

O chairman do banco Montepio que acumula a presidência executiva, Carlos Tavares, revelou esta terça feira a correção às contas de 2017 apresentadas, agora já aprovadas e certificadas pelos auditores. Maior prudência ditou queda nos resultados apresentada pelo antecessor, José Félix Morgado, em Fevereiro.

Os lucros foram revistos de 30 milhões de euros para 6,4 milhões, as imparidades para crédito subiram de 138 milhões para 160,7 milhões de euros e verificaram-se ajustamentos em outras imparidades de ativos financeiros e provisões.

Tavares refere, num encontro com jornalistas, que "a alteração mais relevante foi nas imparidades que se devem à avaliação que fizemos com a comissão de auditoria e com os auditores de alguns dossiers de crédito e prudência acrescida no provisionamento".

A margem financeira passou de 263,9 milhões de euros para 266,2 milhões. O rácio de eficiência foi de 67,2% sem considerar resultados não recorrentes. Tavares esclarece que "há ainda um trabalho a fazer para diminuir custos e aumentar proveitos".

O Banco Montepio, segundo Carlos Tavares, tem rácios de capital confortáveis.

O crédito a clientes a clientes caiu 6,5% e os depósitos subiram ligeiramente, ou seja 0,7% face a igual período de 2016.

Carlos Tavares vai reanimar o Montepio Investimento para se dedicar ao financiamento de empresas de dimensão média que não querem apenas crédito mas também precisam de reforçar o capital. Tavares quer dar mais crédito à empresas de pequena dimensão e negócios e reduzir no crédito imobiliário.

Em reunião com jornalistas, o presidente executivo Montepio, diz que entre as prioridades está a correção do balanço, nomeadamente a recuperação de crédito em risco e o desinvestimento no imobiliário. Ambas as parcelas são ainda significativas.

Quanto a mudança de nome do banco, Tavares não vai alterar para já nada e segundo um estudo feito a palavra Montepio não deverá desaparecer.

Já quanto à mudança de nome dos produtos mutualistas comercializados pelo banco vai haver alterações. Por exemplo, o produto Capital Certo irá passar a chamar-se Poupança Mutualista, revelou.

Questionado sobre o projeto de banco da economia social, Carlos Tavares afirma que " é útil que uma sociedade anónima como o Montepio tenha vários acionistas". Tavares foge à questão relativa ao projeto de banco da economia social, apenas diz que "o accionista tem direito de querer um banco que seja da economia social". E acrescenta, "não me custa aceitar que o Montepio deva ter uma presença tão forte como possível nas chamadas instituições de economia social". E mais não diz.