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EDP deve rejeitar OPA da Three Gorges e prepara-se para a enfrentar

Sede da EDP, Lisboa

FOTO AIRES MATEUS

A EDP não considera o preço por ação oferecido pelos chineses da Three Gorges suficientemente atrativo para os seus acionistas e deverá rejeitar a oferta pública de aquisão (OPA), avança a agência de notícias Bloomerg esta segunda-feira

O conselho de administração da EDP (Energias de Portugal) deverá rejeitar a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelos chineses da China Three Gorges (CTG), justificando a decisão com o preço demasiado baixo da oferta, o que poderia provocar uma desvalorização da empresa, disseram à agência de notícias Bloomberg fontes próximas do negócio. A OPA, no valor 9.1 mil milhões de euros, representa um valor de 3,26 euros por ação. Esta oferta representa um prémio de 4,86% face à cotação de fecho de sexta-feira, 11 de Maio. O valor de oferta já foi ultrapassado esta segunda-feira, com cada acção da EDP a subir 10,35% na bolsa de Lisboa para 3,43 euros. Esta valorização - a maior desde outubro de 2008 - sugere que os investidores estão a pressionar a CTG para apresentar valores mais atrativos se quiser assumir controlo da empresa da qual já é a maior acionista.

A República Popular da China já detém 28,25% da EDP, juntando as participações da China Three Gorges (23,27%) e da CNIC (4,98%). Uma participação que deixava o Estado chinês a pouco mais de cinco pontos percentuais da obrigação de lançar uma OPA (que surge quando um acionista ultrapassa os 33,34%). O segundo maior acionista da EDP atualmente é o norte-americano Capital Group (12%), seguido da espanhola Oppidum Capital (7,19%) e da norte-americana Blackrock (5%).

A composição acionista da elétrica presidida por António Mexia inclui ainda a Mubadala Investment Company (4,06%), o BCP (2,44%), Sonatrach (2,38%), Qatar Investment Authority (2,27%) e Norges Bank (2,75%).