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Corticeira Amorim lucra mais 9,3%

Rui Duarte Silva

Vendas no trimestre somam 185 milhões de euros, mas a desvalorização do dolar teve impacto negativo na atividade

A Corticeira Amorim fechou o primeiro trimestre do ano com lucros de 18,8 milhões de euros, mais 9,3% do que em período homólogo. As vendas cresceram 8%, para os 185 milhões, anunciou hoje a empresa em comunicado enviado à CMVM.

É um resultado que refere "o impacto negativo que a desvalorização do dólar americano teve nas vendas do grupo", mas também o aumento do perímetro da empresa, que reforçou a líderança mundial na transformação de produtos de cortiça com as aquisições da Bourrassé e da Elfverson..

Excluindo estes dois fatores, o crescimento das vendas da empresa liderada por António Rios Amorim foi de 1,7%.

Em 2017, refere a empresa, o primeiro trimestre do ano foi o mais forte em termos de vendas e foi o que teve mais dias úteis de trabalho.

Em 2018, por unidades de negócios, as rolhas cresceram 14,1% (2,8% excluindo as aquisições e o efeito cambial), para os 128,8 milhões de euros, mas em termos comparáveis, excluindo as aquisições, as vendas caíram 0,4% sob influência da pressão cambial.

O segmento de materias-primas (45,7 milhões de euros) saltou 7,6% e as restantes unidades tiveram uma quebra no valor: as vendas dos revestimentos ficaram nos 29,2 milhões (-10,1%) e os aglomerados compositos fecharam o trimestre nos 24,4 milhões (-5,6%). Nos isolamentos, o volume de negócios caiu 4,1%, para os 2,7 milhões de euros.

O EBITDA aumentou 9,8% , para os 36,8 milhões de euros e o rácio EBITDA/vendas subiu de 19.5% para 19,9%, "Num contexto de maior pressão sobre a margem bruta, este crescimento explica-se essencialmente pelo aumento da eficiência operacional, pelo controlo rigoroso dos custos e pela redução das imparidades", diz a empresa.

Já a dívida remunerada líquida estava nos 85,9 milhões no final de março, o que compara com os 11,7 milhões registados em período homólogo e com os 92,8 milhões relativos ao final do ano de 2017.