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3/4 dos empregos criados pagam menos de €900

Rui Duarte Silva

Portugal criou 528,7 mil empregos por conta de outrem desde 2013, altura do pico da crise económica. Mas a grande maioria tem vencimentos entre €600 e €900 líquidos mensais

Catia Mateus

Catia Mateus

Jornalista

Desde o auge da crise, há exatamente cinco anos, no primeiro trimestre de 2013, a população empregada em Portugal aumentou em 362,5 mil pessoas, totalizando atualmente 4,8 milhões de pessoas a trabalhar.

No mesmo período de tempo, a taxa de desemprego caiu dos históricos 17,5%, apurados no primeiro trimestre de 2013, para os 7,9% divulgados na última semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A taxa é hoje a mais baixa desde 2008. Portugal soma 410,1 mil desempregados. Em 2013 eram 926,8 mil.

Mas três em cada quatro empregos (75%) por contra de outrem criados neste período são salários abaixo dos €900 líquidos mensais, mostram os dados do INE analisados pelo Expresso.

Há hoje 1,3 milhões de trabalhadores com salários entre €600 e €900, mais 397,1 mil do que em 2013.

O grupo dos profissionais com rendimentos entre os €1200 e os €1800 mensais líquidos também aumentou, há mais 145 mil profissionais nesta franja salarial, totalizando atualmente 497,2 mil indivíduos.

Os grupos de maiores rendimentos foram os que menos contribuíram para o emprego criado, embora também haja nos rendimentos mais elevados, nomeadamente acima de 3000 líquidos mensais, que tiveram uma subida de 22%.

Há mais 41,1 mil portugueses a ganhar entre €1800 e €2500 mensais e 7 mil com salários acima dos €3000 do que há cinco anos.

Para ler o artigo completo publicado na edição semanal do Expresso, clique AQUI