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REN elabora com congénere marroquina anteprojeto para interligação elétrica a Marrocos

Em causa, está mais um passo no projeto de construção de um cabo para interconexão elétrica, com 220 quilómetros, entre os dois países

A REN e a sua homóloga marroquina têm até ao final do ano para apresentarem uma proposta de anteprojeto de construção e modelo de financiamento para a interligação elétrica Portugal-Marrocos, com base no estudo de viabilidade técnico-económico.

De acordo com a declaração conjunta assinada hoje, os operadores de rede de transporte de ambos os países, a REN - Redes Energéticas Nacionais e a ONEE - Office National de l’Electricité et de l’Eau Potable, foram mandatados "para que até ao final do ano apresentem uma proposta de anteprojeto de construção e modelo de financiamento para a construção da interligação Portugal-Marrocos, com base nos resultados do estudo de viabilidade técnico-económico da interligação Marrocos-Portugal".

Em causa, está mais um passo no projeto de construção de um cabo para interconexão elétrica, com 220 quilómetros, entre os dois países.

Neste sentido, lê-se no documento, a que a Lusa teve acesso, os operadores deverão articular-se com a DET NORSKE VERITAS PORTUGAL - Classificação, Certificação e Serviços, Lda., empresa responsável pela execução do estudo de viabilidade da interligação elétrica entre a República Portuguesa e o Reino de Marrocos, com vista à troca de informações técnicas no âmbito do estudo técnico de viabilidade da interligação elétrica entre ambos os países.

Além disso, o Ministério da Energia, Minas e Desenvolvimento Sustentável e o Ministério da Economia da República Portuguesa decidiram criar um grupo de trabalho, composto por três representantes, que cada signatário indicará, que reunirá mensalmente, para analisar o andamento da proposta de anteprojeto de construção e de modelo de financiamento para a construção da interligação elétrica Portugal-Marrocos.

Este projeto de investimento para a construção do cabo de interligação elétrica está avaliado entre 500 e 700 milhões de euros, tendo como modelo técnico e financeiro o esquema de operação usado na ligação edificada entre a Holanda e o Reino Unido, que custou cerca de 600 milhões de euros.

O investimento permitirá aos dois mercados exportarem e importar energia, reforçando a segurança de abastecimento e melhorando a competitividade dos respetivos sistemas elétricos.