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Mota-Engil ganhou mais 4500 assalariados em 2017

Em 2017, a folha de salários da Mota-Engil engrossou com mais 4.500 nomes. No fim do ano, o universo laboral do conglomerado da família Mota contava com 29 860 elementos, uma cifra que compara com 25 353 um ano antes (mais 18%).

É o maior empregador português de raiz industrial. Mais de 1200 funcionários encontram-se expatriados, trabalhando fora de Portugal

No relatório de 2017, a Mota-Engil desagrega por geografias e género distribuição do pessoal. Os 16 mercados do continente africano empregam 40% do total. A Europa vem a seguir (31%), com leve ascendente sobre a América Latina (29%)

No balanço anterior, a Europa tinha um peso maior. Só em portugal, a Mota-Engil contava com um terço, entre operacionais e a holding, dos 25 mil assalariados. Angola (14%, Malawi (7,8%) e Moçambique (7%) eram os principais empregadores em África. Mas, aqui a realidade mudou, com mercados como a Costa do Marfim e Guiné‐Conacri a ganharem preponderância.

11% de mulheres

Na desagregação por género, verifica-se que Mota-Engil conta com uma mulher por cada nove homens - a repartição é de 89% contra 11%.

O valor médio de 11% resulta de contributos de 14% na Europa e 9% na África e América Latina. Na holding, (340 pessoas), o género feminino está em maioria - 51%.

Investimento aumenta para 250 milhões

No relatório, o grupo da família Mota anuncia que o investimento de 2018 será de 250 milhões de euros e será aplicado no reforço da EGF, o seu braço de ambiente e resíduos, e em grandes projetos em África.

A construtora quer reforça a posição de líder nos principais mercados africanos em que opera. O continente é o que gera, nos negócios da construção e ambiente, margens mais atrativas.

Em 2018, África representou um terço da receita de 2,6 mil milhões,, sendo batido pela América Latina (37%).

Em 2017, a maior fatia (55%) do investimento de 148 milhões de euros concentram-se em África. A adjudicação de grandes obras, como empreitadas de mineração na Guiné-Conacri e Moçambique, forçaram a aquisição de equipamento específico

Na carteira atual de 5,1 mil milhões (um recorde absoluto), o continente africano tem uma maioria absoluta (51%), seguid da América Latina (28%) e Europa (21%).

Acionistas sem dividendos

Em 2018, o conglomerado promete manter o programa de alienação de ativos não estratégicos e espera reforçar a sua exposição à América Latina.

Com lucros de dois milhões no exercício de 2017, o grupo não vai pagar dividendos aos acionistas - a família Mota detém 64%.

Na conferência telefónica com analistas esta quinta-feira, o representante da Mota-Engil admitiu que face ao resultado alcançado "é fácil perceber que o dividendo não será provavelmente pago". Na Mota-Engil, a distribuição de dividendos é uma tradição que remonta à sua admissão em bolsa, em 1987.

Em 2017, o resultado de exploração (EBITDA) teve um desempenho favorável )mais 19%), ficando nos 403 milhões de euros