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Financiamento à economia. Público sobe, privado desce

No mês de fevereiro, o endividamento do setor não financeiro subiu dois mil milhões de euros. Em 2018, o agravamento vai em cinco mil milhões

No mês de fevereiro, o endividamento do setor não financeiro subiu dois mil milhões de euros. Mas, este saldo resulta de dois contributos de sinal contrário. A dívida do setor pública agravou-se em 2,5 mil milhões, enquanto a economia privada (famílias e empresas) registou uma redução de 500 milhões.

Com o desempenho de fevereiro, o endividamento total do setor não financeiro atingiu a cifra de 720,9 mil milhões de euros, de acordo com a nota estatística divulgada esta quinta-feira pelo Banco de Portugal. É o valor mais alto desde setembro de 2017 e corresponde a uma subida de 5,1 mil milhões de euros nos dois primeiros meses deste ano.

O aumento de fevereiro "deveu-se ao acréscimo de 2,5 mil milhões no endividamento do setor público, o qual foi parcialmente compensado pela diminuição de 500 milhões de euros no endividamento do setor privado”, explica a nota do banco de Portugal.

Em dezembro o endividamento da economia portuguesa situava-se em 715,8 mil milhões de euros (370% do PIB).

O saldo de fevereiro resulta da soma de 318 mil milhões do setor público com 402,9 mil milhões da economia privada.