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Fidelidade vai atualizar rendas ao valor de mercado mas admite excepções

Presidente da Fidelidade, Jorge Magalhães Correia, disse esta quarta-feira aos deputados que a Fidelidade vai atualizar as rendas dos inquilinos a valores de mercado, tendo com referência indicadores do INE. Há porém exceções - serão tidas em conta como atenuantes taxas de esforço face ao rendimento e situações de vulnerabilidade

A atualização das rendas ocorrerá sempre na altura em que os contratos de dois, três e cinco anos forem renovados, sublinhou. Mas haverá casos em que a renda se manterá ou não terá um ajustamento aos valores de mercado - será analisado caso a caso, explicou Magalhães Correia. Nesse sentido, serão verificadas a taxa de esforço dos inquilinos e situações de vulnerabilidade, como a existência de doenças, por exemplo.

Proprietária de 823 fogos abrangidos pelo regime de arrendamento urbano, 423 dos quais com contratos feitos ao abrigo da nova lei, Magalhães Correia sublinhou, na audição em esteve a ser ouvido esta quarta-feira, que a Fidelidade está a cumprir a lei e está atenta a situações de fragilidade social.

Não obstante, o gestor esclareceu que a seguradora vai manter a estratégia de venda de imóveis porque tem de reduzir a sua exposição ao sector imobiliário. Contudo frisou: “Estamos interessados em continuar a ser um investidor de referência no sector imobiliário em Portugal”.

A presença de Magalhães Correia no Parlamento foi solicitada depois de um conjunto de moradores de Santo António de Cavaleiros, em Loures, terem sido surpreendidos com a atualização das rendas na renovação dos contratos, alguns deles considerando que estavam a ser despejados. O presidente da Fidelidade explicou aos deputados que a situação está a ser resolvida e que em três dos sete casos em análise há três contratos que foram renovados sem alteração da renda.

A Fidelidade, antiga seguradora da Caixa e controlada pela chinesa Fosun desde 2013, esclareceu que necessidade de venda de imóveis está relacionada com uma lei comunitária de janeiro de 2016 que penaliza os investimentos das seguradoras em imobiliário. A Fidelidade tem de reduzir a exposição ao imobiliário de 14% para 10% e por isso tem de vender imóveis, explicou. Será um ajustamento da carteira para um investimento em imóveis de 1,5 mil milhões de euros.

A Fidelidade tem 276 edifícios à venda e tem atualmente quatro propostas vinculativas em cima da mesa. Não há um prazo para concluir a venda.