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Airbnb quer tomar decisões ouvindo especialistas de turismo

O Conselho Consultivo de Turismo hoje lançado pela Airbnb integra Taleb Rifai, ex-secretário geral da OMT ou David Scowsill, ex-presidente do WTTC, e pretende ser "uma solução para o excesso de turismo causado pela massificação das viagens"

A Airbnb, a maior plataforma do mundo para reservas em alojamento doméstico com sede em São Francisco, nos Estados Unidos, lançou hoje um Conselho Consultivo de Turismo, composto por especialistas do sector externos à empresa, com vista a moldar a visão e as atividades de longo prazo" - e também "garantir que a Airbnb continua a ser uma solução para o excesso de turismo causado pela massificação das viagens".

O novo Conselho Consultivo de Turismo da Airbnb é composto por Taleb Rifai, ex-secretário geral da Organização Mundial de Turismo (OMT), David Scowsill, diretor executivo da EON Reality e ex-presidente do World Travel & Tourism Council (WTTC), Rosette Rugamba, diretora-geral Songa Africa e Amakoro Lodge e ex-diretora geral do Turismo do Ruanda, e o Professor Hon Bob Carr, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália e ex-governador da região de Nova Gales do Sul.

Taleb Rifai na Airbnb quer o turismo como "uma força do bem"

"Estou entusiasmado por fazer parte do Conselho Consultivo de Turismo da Airbnb e por trabalhar com os meus colegas do Conselho para garantir que a empresa continua a ser uma força para o turismo saudável em todo o mundo e uma força do bem", adiantou Taleb Rifai, ex-secretário-geral da OMT, citado num comunicado avançado pela Airbnb.

"O tipo de turismo que a Airbnb oferece melhora a qualidade de vida dos moradores dos destinos, bem como a experiência e a qualidade das viagens para os hóspedes", garantiu ainda Taleb Rifai.

"Estamos muito orgulhosos por contar com alguns dos principais líderes do sector das viagens no nosso Conselho Consultivo de Turismo", salientou Chris Lehane, diretor de Políticas Globais da Airbnb, enfatizando a importância de haver perspetivas de quatro continentes diferentes" e "de modo a garantir que a Airbnb continua a ser uma solução para os problemas causados pelo excesso da atividade turística".

Novo "escritório de turismo saudável" para "problemas que atormentam as cidades há décadas"

A par do Conselho Consultivo de Turismo, a Airbnb também lançou um "Escritório de Turismo Saudável", uma iniciativa que visa "ajudar a impulsionar o turismo local, autêntico e sustentável" e que se propõe "capacitar economicamente as comunidades, direcionar as viagens para lugares menos conhecidos e apoiar hábitos de viagem ecológicos".

Segundo Chris Lehane, “com as viagens e o turismo a crescer mais rápido do que a maioria do resto da economia, é fundamental beneficiar o maior número possível de pessoas - e atualmente nem todo o turismo tem sido criado da mesma forma".

O responsável de Políticas Globais da plataforma de reservas enfatiza o empenho no sentido de "democratizar os benefícios das viagens" e "oferecer uma alternativa saudável aos hábitos de viagens em massa que atormentam algumas cidades há décadas”.

De acordo com "os novos dados de compromisso de transparência com os governos" da Airbnb, em 2017 houve 4,85 milhões de alojamentos anunciados na plataforma em mais de 190 países, destacando-se o facto da maioria dos hóspedes (75%) afirmar que escolheu a Airbnb por pretender viver como um morador local.

Os dados revelam ainda que 53% dos hóspedes-utilizadores da plataforma de reservas a nível global garantirem que o dinheiro que economizaram usando a Airbnb foi gasto em empresas locais, ao mesmo tempo que 44% das suas despesas serem aplicadas nas comunidades onde ficam alojados.

O anfitrião típico ganhou €4.096 alugando seu alojamento durante 44 noites por ano, proporcionando uma renda significativa ao cidadão comum e às famílias;

Segundo a Airbnb, Portugal acolheu mais de 2,6 milhões de visitantes em 2017 com reservas na sua plataforma, e o "anfitrião português típico" ganhou €4.096 alugando seu alojamento durante 44 noites por ano.