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Marcha lenta. Industriais e sindicatos da Beira Interior protestam contra portagens

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Várias dezenas de empresários partiram esta tarde em marcha lenta da Covilhã e de Castelo Branco para se concentrarem junto à sede da concessionária da A23, no nó da Lardosa. Acusam Governo de adiar a questão “de forma passiva e pouco transparente”

A Plataforma P’la Reposição das SCUT (autoestradas sem custo para o utilizador) convocou para esta tarde uma marcha lenta, a partir da Covilhã e de Castelo Branco, contra as portagens na A23 e na A25.

Os industriais, sindicatos e utentes em geral que aderiram ao protesto saíram daquelas duas cidades em direção à Lardosa, localidade onde se encontra sedeada a concessionária da A23.

“Não temos nada contra portagens em geral até porque, para nos deslocarmos a Lisboa ou ao Porto, temos de pagar portagens na A1. O que exigimos é a reposição das SCUT da Beira Interior, pois foram construídas no pressuposto de servirem de alternativa às estradas nacionais que já não estavam a cumprir com a sua finalidade”, sublinha Ricardo Fernandes, empresário do sector da construção radicado na Covilhã.

Solução pode passar por redução gradual das portagens

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Luís Veiga, empresário da área do turismo, com atividade na Covilhã e na Guarda, e representante da Plataforma, explica que “todos nós compreendemos que não é possível abolir as portagens de imediato – até por questões de racionalidade económica - mas queremos que o Governo enverede por uma redução gradual, a médio prazo, até à abolição total”.

Ricardo Fernandes lembra que “em muitos locais do seu traçado a A23 se sobrepõe às antigas estradas nacionais e também ao IP2, pelo que, atualmente não existem alternativas”.

Aqueles responsáveis sublinham que a imposição das portagens além de travar o desenvolvimento socioeconómico do interior, tem contribuído para um aumento significativo da sinistralidade rodoviária nas estradas nacionais desde que as portagens entraram em vigor.

Próximo protesto será junto á residência oficial de António Costa

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“Estas e outras consequências e o impacto negativo, têm constituído uma preocupação constante que impõe uma solução urgente por parte do Governo. Numa tentativa clara de encontrar soluções, ao longo de últimos meses, a Plataforma desenvolveu vários esforços de entendimento junto dos membros do Governo com responsabilidade nesta matéria, mas até hoje sem quaisquer efeitos práticos, sendo esta questão adiada de forma passiva e pouco transparente”, pode ler-se num comunicado entretanto emitido por aquela entidade.

Esta iniciativa é uma das resoluções aprovadas no Fórum Público pela Reposição das Scut’s, que se realizou no passado dia 6 de março, na Covilhã, a que se seguirão outras ações, com destaque para o protesto previsto para Lisboa, junto à residência oficial do primeiro-ministro, em data a anunciar brevemente.