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Já há quem compare as criptomoedas a uma doença infecciosa

JACK GUEZ/GETTY

Analistas do Barclays fazem um paralelismo entre a evolução do investimento em criptomoedas e a propagação de doenças infecciosas. O banco acredita que o seu valor nunca mais voltará a atingir o pico deste inverno

É como uma doença infecciosa, mas a sua propagação está a diminuir. Quem o diz é o Barclays no Equity Gilt Study de 2018, apresentado esta semana. O banco desenvolveu um modelo teórico para a evolução do investimento em moedas digitais (e do seu preço), comparando-a aos modelos usados por epidemiologistas para acompanhar o desenvolvimento de doenças infecciosas.

O banco dividiu as pessoas em três grupos: indivíduos sucetíveis, infetados e imunes. “Como uma infeccção, a transmissão acontece com o boca a boca, através de blogues, notícias e histórias pessoais”, disse Marvin Barth, diretor de estratégia global de câmbio do banco, citado pela Reuters e pela “Business Insider”.

As criptomoedas atingiram um valor total de quase 800 mil milhões de dólares (€648 mil milhões) este inverno, perdendo metade do seu valor em apenas três meses. O Barclays acredita que o conhecimento sobre as moedas digitais está a atingir um máximo. “Ao contrário de picos anteriores nos preços da bitcoin, o nosso estudo sugere que a bolha especulativa das criptomoedas pode já ter tido o seu pico.”

E explica porquê. À medida que mais pessoas ficam contagiadas pelo vírus das criptomoedas - ou seja, tornam-se investidores -, “a percentagem da população disponível para comprar moedas digitais (a denominada população de acolhimento) cai”, conclui o banco. Já “a percentagem de pessoas que são potenciais vendedores aumenta.”

“Isto leva a uma estabilização dos preços”, explica o Barclays. “Progressivamente, à medida que choques aleatórios aumentam o rácio de vendedores face aos compradores, os preços começam a cair”, realça, especificando que as previsões de queda do seu valor leva a um pressão especulativa para vender.

Uma realidade que é “comparável” à propagação de doenças infecciosas, quando se aproximam do patamar em que um número significativo de pessoas se tornam imunes, por já terem sido anteriormente infetadas.