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Americana Velocidi compra start-up portuguesa

A ShiftForward nasceu no Porto, para desenvolver soluções tecnológicas de gestão de dados. Agora, atraiu a atenção de uma empresa americana de marketing digital. Muda de mãos, muda de nome e vai crescer

Porque é que os norte-americanos da Velocidi se interessaram pela portuguesa ShiftForward? "É muito raro encontrar um parceiro que nos pode trazer tecnologia de ponta e talento profundo, mas também diferenciação de mercado, expansão e novas oportunidades verticais", responde David Dunne, fundador e presidente executivo da empresa de marketing digital dos EUA.

Foi assim que a Velocidi se interessou pela start-up lusa, especializada em desenvolver soluções tecnológicas de gestão de dados, e anunciou hoje a sua aquisição, sem divulgar o valor do negócio que permitiu encontrar uma alternativa mais simples e rápida à criação de uma plataforma própria.

Para David Dunne, que trabalha com empresas como a Mattel, Heineken, Publicis, Nielsen, BMW/Mini e Samsung, "os timings desta fusão não podiam ser melhores". E explica a sua visão nesta aquisição: "Os gestores de negócio e os marketeers têm acesso a volumes de dados sem precedentes e juntos preparamos esses dados para que sejam tomadas as melhores decisões de marketing".

A ShiftForward adota o nome Velocidi, mas mantém as instalações no Porto e vai, agora, duplicar a sua equipa, com a contratação de mais 10 pessoas nas áreas de engenharia, marketing e produto.

Paulo Cunha, diretor de produto,explica que a ShiftForward nasceu em 2011 como uma consultora especializada em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia de anúncios, focada em clientes de países como a França, Alemanha e Reino Unido.

Na prática, isto traduziu-se em soluções como o Private DMP, uma plataforma de gestão de dados lançada em 2016 e que permite aos profissionais de marketing reunir, analisar e ativar dados dos consumidores em públicos-alvo "e usa-los de forma segura" para melhorar o investimento em marketing e publicidade e a experiência final do cliente. Dizem os protagonistas do negócio que este foi um trunfo decisivo para colocar a start-up no radar da empresa americana.

Nesta ligação à Velocidi, Paulo Cunha vê "o reconhecimento" do trabalho feito e a possibilidade de enriquecer produtos e serviços para apresentar "a primeira plataforma de dados no mercado que agrega dados de consumidores e de publicidade digital".

Em 2014, a Portugal Ventures tinha liderado uma ronda de investimento de um milhão de euros na start-up, com os "business angels" Florian Heinemann e Brian Fitzpatrick.

A Velocidi, em dezembro de 2016, recebeu um financiamento de 12 milhões de dólares (9,7 milhões de euros) em capital de risco.