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“Não há desculpa para a ANA não abrir o Montijo em 2019”, diz o presidente da Ryanair

TIAGO PETINGA / Lusa

Michael O'Leary sustenta que “o Governo precisa de ser mais duro com a Vinci e a ANA para abrir o Montijo”. Garante que quer trazer mais voos a Lisboa “e que não é verdade dizer que o aeroporto da Portela está cheio”

Das 14 novas rotas que a Ryanair tem este ano previstas para Portugal, apenas uma é para Lisboa devido a restrições do aeroporto que são "artificiais" – avançou esta manhã Michael O’Leary, presidente e fundador da companhia de baixo custo’ Ryanair, na Conferência Nacional do Turismo Residencial e do Golfe, que decorre na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, promovida pela Associação Portuguesa de Resorts (APR).

“Não há desculpa para a ANA não abrir o aeroporto do Montijo em 2019, o mais tardar em 2020”, sustentou O’Leary na conferência do Estoril, lembrando que "deram à ANA o controlo do aeroporto do Montijo" e que a privatização da empresa decorreu "durante a crise" em Portugal.

"O Governo precisa de ser mais duro com a Vinci e a ANA para abrir o Montijo", defendeu o presidente da Ryanair. "Mas abram rapidamente, isso ia criar uma enorme onda de turismo para Lisboa."

"A ANA foi desenhada para proteger a TAP da concorrência"

Segundo O'Leary, "ouvimos falar da necessidade de fazer mais estudos ambientais sobre o Montijo mas isso não deverá adiar a abertura de um novo aeroporto, já houve tempo para isso".

O presidente da Ryanair garante ainda que "não podemos ter mais slots [lugares autorizados para voar] na Portela porque a ANA diz que o aeroporto está cheio, o que não é verdade, e nós podíamos trazer mais voos para Lisboa”.

Para Michael O'Leary, estas "restrições artificiais" que atualmente existem na Portela só têm uma justificação: "A ANA foi desenhada para proteger a TAP da concorrência".

O empresário, que falou nesta conferência num painel designado “Como a Ryanair pode ajudar Portugal“, garantiu que "continuamos a investir fortemente em Portugal" e considerou que foram "desapontantes" as greves de três dias no período da Páscoa, o que associou a "falsas alegações do SNPVAC", o Sindicato Nacional do pessoal de Voo da Aviação Civil.