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Montepio tira pelouros a Ribeiro Mendes, administrador que pediu um “virar de página”

José Caria

O conselho de administração da Associação do Montepio, presidido por Tomás Correia, retirou os pelouros a Fernando Ribeiro Mendes, o administrador que pediu mudanças no governo da associação que controla o banco. Administrador não quer comentar mas continua a ir diariamente à Associação

A polémica volta a marcar a vida da Associação Mutualista Montepio. Fernando Ribeiro Mendes, o vogal da administração da associação perdeu no início de abril os pelouros que lhe tinham sido dados em 2015, quando iniciou funções.

A retirada dos pelouros ocorreu dias depois de Fernando Ribeiro Mendes ter escrito um artigo de opinião no jornal "Publico", sobre a associação, com o título "virar de página inadiável".

A ordem de serviço foi publicada a semana passada, quando Ribeiro Mendes estava de férias, mas o administrador continua a ir diariamente à Associação, sabe o Expresso.

Naquele artigo, datado de 24 de março, pedia "mudanças no Governo e na gestão do Montepio", defendendo que "a revisão em curso do código das mutualidades desejavelmente ajudará a concretizar.

Contactado pelo Expresso, Ribeiro Mendes afirma que “não é este o momento de fazer comentários”, referindo apenas que “continua a exercer o mandato”.

Fernando Ribeiro Mendes, noticiou esta terça-feira o "Jornal Económico", perdeu os pelouros que tinha a seu cargo: meios, serviços partilhados, compras, estudos mutualistas e secretariado geral. A justificação foi a quebra de confiança, ou mais concretamente delito de opinião. Uma decisão maioritária, três administradores apoiaram a perda de funções operacionais e um votou contra.

Segundo apurou o Expresso qualquer administrador da Associação só pode ser destituído do seu mandato numa Assembleia Geral, o que até agora não aconteceu.

No artigo de opinião o economista sublinhava que a idoneidade dos gestores das poupanças de tantos associados tem de passar a ser validada através do registo prévio junto da Autoridade de Supervisão, Seguros e Fundos de Pensões que, infelizmente, alguns querem ver adiado".