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O melhor azeite do mundo é português e faz-se no Alentejo

É produzido em Ferreira do Alentejo e acaba de ser considerado o melhor do mundo, na categoria de 'azeite verde ligeiro', pelo juri do prémio Mario Solinas, o mais cobiçado à escala global. A entrega dos galardões será em Nova Iorque, no dia 29 de junho

O melhor azeite verde ligeiro do mundo é português e é produzido pela Sociedade Agrícola Vale do Ouro, em Ferreira do Alentejo.

Acabam de ser divulgados os vencedores do prémio Mario Solinas - o mais cobiçado a nível mundial, na indústria do azeite – pelo International Olive Council (Conselho Internacional do Azeite), que se reuniu na passada sexta-feira em Madrid. A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar a 29 de junho, em Nova Iorque, durante a realização da Fancy Food Show, a maior feira de produtos alimentares gourmet à escala global.

Portugal igualou pela primeira vez Espanha em número de prémios atribuídos nos primeiro segundo e terceiro lugares (onde são consideradas quatro categorias por cada nível – azeite verde intenso, médio, ligeiro e maduro).

Assim, foram atribuídas quatro distinções a Portugal: 1º prémio, para azeite verde ligeiro, à Sociedade Agrícola Vale do Ouro, de Ferreira do Alentejo. 2º prémio para um azeite da Sovena e, no terceiro prémio, dois galardões para as empresas Fitagro e para a Elosua, ambas sedeadas em Ferreira do Alentejo.

China também já está no top

Só Espanha conseguiu também quatro distinções. Marrocos arrecadou duas e, pela primeira vez, um azeite chinês foi considerado o melhor do mundo na categoria de ‘maduro’.

Em competição na edição do prémio Mario Solinas 2018 estiveram 189 marcas de azeite. Espanha, que é o maior produtor mundial, concorreu com 97 marcas, Portugal com 35, Tunísia com 16, Itália com 15, Marrocos com 12, Grécia com 5, Turquia com 4, China com 2 e Brasil, França e Croácia com 1 marca.

Apesar da seca que se prolongou até meados de fevereiro, a produção de azeite em Portugal aumentou 80% na campanha de 2017/18 face à campanha do ano anterior.

A informação foi divulgada há duas semanas pelo secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, que referiu ainda que as exportações de azeite atingiram os 496 milhões de euros. Aquele responsável frisou o “desenvolvimento exemplar da olivicultura”, sector que na última década viu a produção quadruplicar e as exportações triplicarem.

Portugal consegue antecipar-se ao resto do mercado

Uma das grandes vantagens da cultura do azeite em Portugal é que, perante os seus competidores mediterrânicos (e de todo o hemisfério norte), consegue ser o primeiro a colocar azeite no mercado, pois tem um clima que permite uma maturação mais precoce da azeitona.

Por outro lado, o facto de a barragem de Alqueva permitir irrigar dezenas milhares de hectares de olival dá a Portugal uma vantagem competitiva face à região espanhola da Andaluzia - de onde sai 70% da produção total daquele país - onde nem todo o olival é irrigado e muita da área plantada é significativamente mais velha que do lado de cá.

Espanha domina a produção mundial de azeite, com mais de metade do total. Segundo dados agora divulgados pelo Conselho Internacional do Azeite, a produção global aumentou na campanha de 2017/18, tendo-se atingido as 2.900.000 toneladas de azeite (é medido em quilos). Espanha, Itália, Grécia e Portugal asseguraram 1.800.000 toneladas.