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Têxtil representa 2% das empresas e 5% do emprego

No setor têxtil, o crédito vencido representa 11%, de acordo com um estudo do Banco de Portugal.

O setor têxtil representava 2% do total de empresas em 2016, mas empregavam 5% dos trabalhadores, segundo o balanço setorial do Banco de Portugal (BdP) revelado esta sexta-feira.

A análise realizada pelo BdP para o período 2012-2016 refere que havia em Portugal 6.700 empresas da indústria têxtil e de vestuário em 2016 - 2% do universo total.

Em 2016, a faturação da fileira têxtil e vestuário subiu 6,6%,face a 2015, um desempenho que supera as restantes industrias transformadoras e é o valor mais elevado desde 2012. O crescimento foi transversal a todos os segmentos de negócio.

O principal impulso deste crescimento veio da exterior: o contributo das exportações explica dois terços da subida.

Universo encolhe

A análise regista que naquele período foram mais as empresas que encerraram do que as que foram criadas. Por isso, o universo têxtil encolheu 1,2% no biénio 2015/16. Por cada 10 empresas que cessaram atividade, foram criadas oito, revela o estudo do BdP.

No balanço regional, o gabinete do BdP confirma a hegemonia do Vale do Ave e do distrito de Braga: 83% da receita teve origem sede nos distritos de Braga (58%) e Porto (25%).

No caso de Braga, a têxtil representa 20% do volume de negócios do universo empresarial.

Em 2016, a rentabilidade da fileira têxtil atingiu os 10%, o valor mais alto desde 2012 e superior à média nacional (8%).

No resultado de exploração (EBITDA), o setor também está acima da concorrência: a subida de 10% compara bem com os 2% da indústria transformadora e 7% de média nacional.

Crédito concedido sobe

O crédito concedido pelo sistema bancário às empresas têxteis caiu 2,5% de 2015 para 2016. Mas, registou uma subida de 1,1% em 2017.

No final de 2017, estava em incumprimento 11,6% do crédito concedido, em linha com a média da indústria.

O passivo do tecido têxtil subiu, em 2016, 4%, com a dívida remunerada a representar 47% do total do passivo.

Na dimensão, dominam as pequenas empresas. Segundo o estudo do BdP, as microempresas representam 59% do universo têxtil, um valor ainda assim inferior à média da indústria transformadora (70%). Já as PME pesavam mais no têxtil (40%) do que na restante indústria, gerando três quartos da receita de todo o setor.