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Mota-Engil com lucros escassos (€2 milhões). Carteira bate recorde

D.R.

A Mota-Engil registou em 2017 uma queda acentuada nos lucros. A carteira supera a cifra dos 5 mil milhões. Esta sexta-feira está em forte perda na Bolsa.

A Mota-Engil fechou 2017 com lucros escassos (2 milhões de euros) tendo em conta o volume de negócios (2,59 mil milhões). Estes números comparam com os valores de 2016 de 50 milhões (incorporava uma boa parte de ganhos por venda de empresas) e 2,21 mil milhões.

Na carteira de encomendas, o conglomerado da família Mota bate um novo recorde. No fim de 2017 superava a barreira dos 5 mil milhões de euros (5,1 mil milhões). A carteira está repartida pela Europa (21%), América Latina(28%) e África (51%).

Esta sexta-feira, as ações da empresa seguem a perder 4,6%, reduzindo para 10% a valorização acumulada este ano. O valor em bolsa do conglomerado está nos 750 milhões de euros.

Resultado operacional em alta

Mas, se o que mais interessa aos investidores é o resultado de exploração (EBITDA), então o conglomerado da construção não terá desiludido. Este indicador cresceu 19% e superou a cifra dos 400 milhões (403 milhões). A Mota-Engil saliente o "caráter resiliente" das margens em África e "a evolução favorável" na Europa e na América Latina. A margem operacional subiu um ponto percentual para 16%.

Segundo a Mota-Engil, a receita registada "foi bem distribuída" pelos principais mercados em que opera, mantendo o peso relativo de cada região.

A construtora regista um corte na dívida de 282 milhões de euros ( 24%) para 877 milhões de euros e um investimento em 2017 de 147 milhões.

No fim do primeiro semestre, a Mota_Engil já anunciara uma queda acentuada nos lucros (93%), advertindo para o efeito de ganhos não recorrentes pela venda dos negócios da logística (Tertir) e das águas (Indáqua). Os analistas que seguem a empresa admitiam até que a empresa tivesse fechado com perdas o exercício de 2017.