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Mark Zuckerberg não se demite do Facebook

STEPHEN LAM/REUTERS

Líder do Facebook assume que a tecnológica não fez “o suficiente para prevenir abusos” como os da Cambridge Analytica, que pode ter usado indevidamente dados de até 87 milhões de utilizadores. E adianta que ninguém foi dispensado da empresa na sequência deste último escândalo

“Não fizemos o suficiente para prevenir estes abusos”, “não tivemos uma visão abrangente sobre a nossa responsabilidade” ou “no final do dia, esta é a minha responsabilidade”. Estas foram algumas das frases que o líder do Facebook disse esta quarta-feira, numa conferência de imprensa telefónica de 1h, esta quarta-feira, na qual o Expresso esteve presente e onde foram também abordadas questões como as notícias falsas e formas de propaganda política que proliferam na rede social.

Mark Zuckerberg especificou que a empresa Cambridge Analytica, associada à campanha presidencial de Donald Trump, pode ter conseguido aceder indevidamente a dados de até 87 milhões de utilizadores (em vez dos 50 milhões noticiados anteriormente), como já tinha sido avançado esta quarta-feira pelo diretor de tecnologia Mike Schroepfer. Mas esclarece que este é o número máximo de perfis que podem ter sido afetados. “Não sabemos exatamente a quantas pessoas Kogan chegou e que dados vendeu à Cambridge Analytica”, explica, acrescentando que está confiante que não serão mais que 87 milhões. “Podem ser menos.”

Apesar de assumir o erro como seu, Mark Zuckerberg não se demite. Fala em “aprender com os erros” e diz que quando “construímos algo sem precedentes no mundo, por vezes fracassamos”. Mas confirma que ninguém na empresa foi despedido na sequência deste último escândalo. “Não quero atirar ninguém para debaixo do autocarro.”

O líder da tecnológica sublinha várias vezes, ao longo da conversa, que a multinacional não vende os dados dos utilizadores, apenas os usa para melhorar o serviço e mantê-lo gratuito. Mas reconhece que a empresa não pode demitir-se do seu papel de controlar se as outras empresas seguem as regras do Facebook.

Notícia atualizada às 23h50