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“Há que saudar Mário Centeno”, diz Marques Mendes

A redução do défice é um “resultado histórico”, mostra a “mão firme” do ministro das Finanças e por isso o “Governo está de parabéns”, comentou Marques Mendes este domingo na SIC. A carga fiscal “mais elevada de sempre” é que é o “grande calcanhar de Aquiles do Governo”, sustenta, mas com uma oposição “meiguinha” António Costa “consegue passar pelos pingos da chuva”

É o reflexo do crescimento da economia, com mais receitas fiscais e menos despesa social. Foi assim que Luís Marques Mendes comentou a redução do défice para 3% do PIB em 2017, onde se inclui a controversa operação de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos. Sem ela, teria sido de 0,92% – “o défice mais baixo da democracia”.

No seu habitual espaço de comentário na SIC, Marques Mendes salientou este domingo que além do bom desempenho da economia “há que saudar a mão firme do ministro das Finanças, Mário Centeno”. “A redução do défice é um resultado histórico e o Governo está de parabéns”, disse.

Marques Mendes considera que este é um grande trunfo para o Governo e um pesadelo para a oposição. Perante este resultado, “Rui Rio e o PSD ficam sem discurso”, afirmou.

Mas os efeitos não se fazem sentir apenas na oposição. Para o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda “é um embaraço”, considerou. “São quase uma espécie de verbos-de-encher, têm de engolir sapos, às vezes elefantes, para que o Governo possa apresentar isto”.

Campeão do défice mais baixo de sempre, campeão da carga fiscal mais elevada de sempre

“O Governo é o campeão do défice mais baixo da democracia, mas também o campeão da carga fiscal mais elevada de sempre”, contrapôs Marques Mendes na sua análise. Mas no caso da carga fiscal, “o Governo usou um truque, uma habilidade – aumentou os impostos indiretos (nos restaurantes, nos combustíveis). Dá menos nas vistas, mas é mais injusto, porque pagam todos da mesma forma”.

O aumento da carga fiscal é, para o comentador, o grande calcanhar de Aquiles do Governo. “Prometeu (que não aumentava) e não cumpriu”.

Ainda assim, “António Costa tem sorte”, referiu. “Porque não tem uma oposição meiguinha, frouxinha e consegue passar pelos pingos da chuva”, rematou.

  • Marques Mendes diz que há um “verdadeiro complô para encobrir” a situação na Caixa e considera “absolutamente obrigatório” saber quem são os responsáveis, os beneficiários e as razões que forçaram a recapitalização. Disse ainda que o empréstimo do Estado ao Novo Banco “não foi surpresa”, ainda “vamos ter imparidades no próximo ano” e que o banco vai ter um processo de emagrecimento