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Greve na Ryanair. Sindicato dos tripulantes fala em 91% de adesão e mais de metade dos voos cancelados

Num balanço ao segundo dia de greve da Ryanair, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil contabiliza uma adesão de 91% de tripulantes e promete elevar a paralisação para “um patamar superior, com a convocação de uma greve de todos os sindicatos europeus”

Uma adesão à greve de 91% de tripulantes de cabine e 27 voos cancelados, dos 49 voos que estavam planeados. É este o balanço feito pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) ao segundo dia de paralisação na Ryanair. Dos 22 voos realizados, sete foram “com recurso a substituição de grevistas por tripulantes estrangeiros”, detalha o sindicato em comunicado.

“Constatamos que houve uma adesão à greve relativamente ao incumprimento, por parte da empresa irlandesa, do previsto no artigo 535.º do Código do Trabalho (substituição de grevistas)”, lê-se no comunicado. “A Ryanair desde a passada sexta-feira que tem enviado tripulantes estrangeiros para Portugal, com o propósito de substituir os tripulantes das bases portuguesas que têm aderido à greve”.

A Ryanair já admitiu ter recorrido a voluntários e a tripulação estrangeira durante a greve dos tripulantes portugueses, de acordo com um memorando enviado aos trabalhadores.

O sindicato dos tripulantes espera “que o Governo português e as autoridades nacionais atuem imediatamente perante todos os atos ilegais cometidos por uma empresa estrangeira que não respeita a soberania nacional”.

“Após os dois primeiros dias de greve, constatamos que a Ryanair tem continuadamente feito pressões inadmissíveis aos seus tripulantes de cabine, tendo inclusive ameaçado de despedimento quem se recusa a voar na sua folga ou mesmo contra a lei. O direito à folga é um direito universal, mas pior, no caso dos tripulantes de cabine, caso voem no dia de folga em situação ilegal, podem perder a sua licença de voo, pagando a empresa uma simples multa”, lê-se no comunicado.

O sindicato acusa a Ryanair de “mais uma vez” demonstrar “o seu total despudor e falta de respeito pelos seus trabalhadores”. E por isso considera que a greve “terá, necessariamente, de continuar para um patamar superior, com a convocação de uma greve de todos os sindicatos europeus, algo que já estamos a coordenar com os mesmos”.

Este é o segundo de três dias de paralisação não consecutiva dos tripulantes da Ryanair, que termina na próxima quarta-feira.