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CGD “é uma questão escandalosa” que “mete políticos e gestores”

Marques Mendes diz que há um “verdadeiro complô para encobrir” a situação na Caixa e considera “absolutamente obrigatório” saber quem são os responsáveis, os beneficiários e as razões que forçaram a recapitalização. Disse ainda que o empréstimo do Estado ao Novo Banco “não foi surpresa”, ainda “vamos ter imparidades no próximo ano” e que o banco vai ter um processo de emagrecimento

A recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, que teve impacto no défice orçamental de 2017, é “uma questão escandalosa”. Esta é a visão de Luís Marques Mendes, que defende ser “absolutamente obrigatório” saber como se chegou a este ponto.

No seu habitual espaço de comentário na SIC, Marques Mendes fez questão de sublinhar o "trabalho notável" do presidente executivo do banco, Paulo Macedo, e da sua equipa, mas questiona o passado: “Quem são os responsáveis? Quem são os beneficiários? Como e porque é que isto aconteceu? “Há um verdadeiro complô para encobrir estas situações, que mete políticos e gestores, da direita à esquerda”, afirmou.

Novo Banco vai ter de emagrecer

A propósito do empréstimo de até mais 450 milhões de euros que o Estado vai colocar no Fundo de Resolução para reforçar os rácios de capital do Novo Banco, que teve prejuízos de 1395 milhões de euros em 2017, Marques Mendes não mostra surpresa. “O Governo tinha previsto no Orçamento emprestar 850 milhões de euros”, recorda, frisando que “esse dinheiro é emprestado pelo Estado e que há de ser devolvido”.

O comentador defende que isto ainda é resultado da fatura da gestão danosa do BES e de Ricardo Salgado e que ainda haverá imparidades no próximo ano. E que o “banco vai ter de passar por um processo de emagrecimento”.