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Terceiro prédio mais alto de Lisboa vai ter 195 casas

Apesar da altura, a aprovação pela autarquia foi rápida, porque o terreno já previa este tipo de construção

d.r.

Há oito prédios mais altos em Lisboa, mas só dois de habitação superam o Infinity, um edifício que vai começar a ser construído este ano em Campolide

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

Lisboa não tem arranha-céus. Tem prédios altos. Oito, neste momento. E de habitação são dois. Pelo menos, por agora. A partir de 2020, quando estiver pronto o Infinity, um edifício de 80 metros de altura que vai ser construído em Campolide, vão passar a ser três as torres de apartamentos na capital.

A obra é da Vanguard Properties, uma promotora imobiliária fundada pelo francês Claude Berda e gerida por José Cardoso Botelho, e vai ter um total de 195 apartamentos, com tipologias e preços para todos os gostos e carteiras. “Temos T0 a T5 duplex, com valores que vão desde os €3500 aos €10 mil por metro quadrado [m2], à medida que vamos subindo de andar”, diz ao Expresso José Cardoso Botelho. Ou seja, haverá casas para a classe média e outras de luxo. “A €3500 por m2 temos 20 apartamentos. Depois temos cinco que custam €7500 por m2 e quatro €10 mil por m2. A maior parte do empreendimento terá preços entre os €5000 e os €6000 por m2”, esclarece.

Preços que pagam a vista sobre Monsanto e o Tejo, a piscina exterior do 24º piso, a piscina interior e outra para crianças, a sala de festas, o ginásio, o clube para crianças, o spa, as salas de reuniões, o campo de padel e ainda o pátio exterior com jardim. Mas que pagam também a localização, ao lado das Twin Towers e de Sete Rios e perto da Praça de Espanha e do El Corte Inglés.

“Temos procurado fazer mais projetos em boas localizações para viver do que em zonas que estão na moda. A Baixa e o Chiado são muito interessantes, mas são zonas cada vez mais confusas. É difícil estacionar e não há ali perto uma escola, um supermercado ou um cinema”, refere José Cardoso Botelho.

€80 milhões 
de investimento

A construção do Infinity, que foi desenhado pelo arquiteto Miguel Saraiva, está prevista começar em outubro deste ano, mas pode arrancar ainda no verão. Já a data de conclusão é que está definida: 2020. E as vendas devem começar “em maio ou junho deste ano”. “Talvez tenhamos de fazer algumas reservas, porque estamos a ter muita procura, principalmente de brasileiros e portugueses”, salienta José Cardoso Botelho.

Aliás, este é um dos projetos da Vanguard que mais interesse tem despertado, até junto de investidores. “Estivemos no MIPIM [feira de imobiliário em Cannes], e um dos grandes investidores do Dubai propôs-nos partilhar o investimento de €80 milhões, mas temos uma política de desenvolver os projetos sem parceiros, porque temos bastante liquidez ”, diz José Cardoso Botelho.

O facto de ser uma torre é um dos fatores de atratividade, não só para esta empresa do Dubai mas também para quem procura o projeto para morar. Até porque há muito poucos imóveis deste género na cidade. Como já foi referido, só há oito edifícios altos na Grande Lisboa: Hotel Sana Myriad, na Torre Vasco da Gama, o mais alto, com 145 metros de altura; Torre Monsanto, em Algés (escritórios), com 120 metros; torres de habitação São Rafael e São Gabriel, no Parque das Nações, com 110 metros cada; Hotel Sheraton, com 91 metros; Twin Towers (escritórios), com 90 metros cada; e Hotel Corinthia, com 83 metros.

A estes juntar-se-á o Infinity, mas já este ano ficará pronto um edifício de escritórios na Fontes Pereira de Melo com 68 metros, passando assim a haver um total de 10 torres.