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Construção. Taxa de desemprego está nos 10,5%, mas empresários queixam-se da falta de pessoal

nuno fox

Os industriais de construção apontam a escassez de mão de obra e a dificuldade em obter licenças como principais entraves à atividade

Os industriais de construção apontam a falta de pessoal especializado como um dos constrangimentos que prejudicam a atividade, mas a taxa de desemprego está nos 10,5%, bem acima da média nacional (7,9%).

Em 2017, o emprego cresceu 6,1% e o universo laboral voltou a superar a cifra dos 300 mil empregados (307 mil). Já o desemprego registou uma trajetória descente, com uma redução de 49.100 para 35.300 desempregados. A taxa de desemprego na indústria permanece acima dos 10%.

Obtenção de licenças

Na síntese de conjuntura divulgada esta quinta-feira, a Federação Portuguesa da Indústria de Construção e Obras Públicas (FEPICOP) regista a evolução favorável do sentimento dos empresários e congratula-se com as previsões de crescimento anunciadas pela Comissão Europeia (3,2%) para 2018. Mas, a escassez de mão de obra qualificada surge como um dos fatores que limitam a expansão do sector. Na lista de preocupações e entraves à atividade, a dificuldade de recrutar surge a par da dificuldade de obtenção de licenças de construção.

Nos restantes critérios avaliados (procura, perspetivas de vendas, taxas de juro e crédito bancário) a confiança e otimismo dos empresários está em alta.

A falta de pessoal, adverte a federação, "pode comprometer a recuperação do setor por dois motivos": dificulta a execução das obras nos prazos adequados e pressiona os custos salariais, impulsionando o preço final da empreitada.

Crédito bancário nos 10 mil milhões

Nos dois primeiros meses de 2018, o crédito bancário às construtoras permanece em modo de redução (2,9%).

Em 2017, a redução no crédito fora de 7%, fechando o ano ligeiramente acima dos 10 mil milhões de euros. No biénio 2016/17, o crédito caiu 2,8 mil milhões de euros.

Em sentido contrário está a evoluir o financiamento bancário à compra de casa. O valor de 5,8 mil milhões de 2016 compara com 8,2 mil milhões no fim de 2017 ( mais 42%). Em 2018, a variação homóloga está nos 14%. Isto é, o crédito à habitação está ao nível do financiamento da banca ao conjunto das empresas de construção.