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Companhia das Lezírias. A maior quinta do país deu lucro de €3,2 milhões

Alberto Frias

Tem 18 mil hectares, fica no Ribatejo, é pública, rentável e vai já no quinto ano consecutivo de aumento dos seus resultados líquidos, a uma média de crescimento anual da ordem dos 38,8%

A Companhia das Lezírias alcançou um lucro de 3,2 milhões de euros em 2017, um valor que fica 54% acima do resultado alcançado no ano anterior.

As vendas efetuadas por esta empresa pública agrícola ascenderam a 6,7 milhões de euros, o que constitui o valor mais elevado de sempre nas contas desta herdade.

Nos 18 mil hectares de extensão da Companhia das Lezírias – a maior quinta do país -, todas as áreas de atividade contribuíram positivamente mas os resultados recorde, “sendo mais expressivos os ganhos em produtos florestais, na produção e venda de vinho e azeite e nos produtos pecuários (bovinos de carne e cavalos Lusitanos)”, pode ler-se num comunicado a que o Expresso teve acesso.

Por outro lado, os resultados do arrendamento de terras “deram um contributo muito significativo para este crescimento tendo totalizado 3 milhões e 155 mil euros”. Já os Gastos Operacionais não sofreram alteração em 2017, apresentando até um ligeiro decréscimo 0,5% relativamente ao ano anterior.

“Estes resultados refletem a desejável conciliação entre a satisfação do interesse geral mediante uma adequada gestão dos ativos públicos, que compõem o património da Companhia das Lezírias, assegurando ao mesmo tempo as condições de sustentabilidade no desempenho financeiro”, sustenta António Saraiva, presidente do conselho de administração da Companhia das Lezírias.

O mesmo responsável nota ainda que foi aprovada a distribuição ao Estado de um dividendo de 2 milhões e 284 mil euros. A empresa já ultrapassou os 11 milhões de euros entregues ao acionista (Estado) nos últimos seis anos.

As portas da maior quinta do país estão abertas ao público em geral mas não de forma indiscriminada, até porque as áreas estão todas vedadas.

Se quiser levar a família para conhecer, por exemplo, uma parte da charneca, onde predomina o montado de sobro, terá de fazer uma marcação prévia, pois as visitas são guiadas e de forma organizada.

De outra forma seria desaconselhável, não apenas porque é fácil alguém perder-se na imensidão da propriedade, mas também porque há várias zonas onde pastam manadas de vacas e touros. Em certas áreas também é possível encontrar javalis, entre outros animais de caça. O turismo cinegético é, aliás, uma das modalidades acessíveis a quem estiver credenciado para tal.

Para os amantes da natureza há sempre a possibilidade de aluguer de bungalows, na zona envolvente do campo de treinos para provas de equitação. Os passeios pedestres ou em bicicleta todo o terreno são também hipóteses em aberto, sem esquecer o EVOA - para observação de aves, a última novidade disponível para o público em geral.