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Lucros mais do que duplicam no Crédito Agrícola

O Grupo Crédito Agrícola lucrou 150,2 milhões de euros em 2017 contra 58,3 milhões em 2016

O Grupo Crédito Agrícola, constituído por 80 caixas agrícolas e a Caixa Central registou um lucro de 150,2 milhões de euros. Para isso contribuiu, segundo Licínio Pina, presidente do grupo "a melhoria da economia".

A carteira de crédito a clientes cresceu 8,3% e os recursos de crédito captados registou um aumento de 5,8%. O equilíbrio entre depósitos e crédito, o rácio de transformação, está nos 69,5%.

No segmento do crédito concedido o crédito a particulares há um aumento 4,5%, com destaque para o crédito à habitação e consumo, com crescimentos de 11,2% e 31,9%, respetivamente. No financiamento a empresas e administração pública o crescimento foi de 11,3% face à 2016.

O nível de imparidades ascendeu a 652 milhões, uma redução de 9,8% face ao montante registado em 2016. A margem financeira cresceu 5% e as comissões aumentaram 7,2%.

Já os resultados em operações financeiras cresceram 70,8%, o que contribuiu também para o aumento dos lucros. Passaram de 49 milhões de euros para 83 milhões de euros. O produto bancário registou um crescimento de 12,2%.

Vai haver fusão de mais caixas agrícolas

Menos presente em Lisboa e Porto, o Grupo CA tem tem como objetivo passar, dentro de dois anos, a ter cerca de 60 caixas agrícolas. Isto porque como explica, Licínio Pina, das 80 caixas existentes, 20 têm 50% dos ativos do grupo e as restantes os outros 50%. Neste âmbito é natural que possam ser fundidas 20 caixas do sistema.

No conjunto das caixas, apenas uma registou prejuízo. O rácio de capital (common equity tier 1) é de 15,5%, acima do exigido pelo Banco de Portugal.

Com 669 balcões e 4068 trabalhadores o CA está presente "em mais de 400 localidades", afirma Licínio Pina explicando que "aproveitamos a saída de alguns bancos e estamos a fazer negócio".