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Sotheby’s Portugal promove casas de luxo na Índia e em Hong Kong

O Prata Living Concept fica em Marvila, em Lisboa, e é um dos projetos que serão apresentados no exterior. Ali vão ser construídas 499 casas até 2027

d.r.

Mediadora de luxo vai ainda à África do Sul, Brasil e Dubai à procura de investidores

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O mercado das casas de luxo em Portugal começou a mexer com os chineses que vinham à procura dos vistos gold, mas depressa o interesse em comprar uma casa em Portugal se alargou a outras nacionalidades. Contudo, não só muitas delas vinham com outras intenções além da obtenção de uma licença que lhes permitisse circular livremente na Europa como vinham com vontade e poder de compra para gastar bem mais dos que os €500 mil que o visto gold exige que se invista.

“Portugal está na moda, mas já não é só por ser bom para passar férias, mas também por ser bom para viver, e essa informação está a chegar mais longe do que imaginámos”, comenta ao Expresso o diretor-geral da Sotheby’s Portugal, Miguel Poisson.

É por isso mesmo — e por mais de 65 por cento das 300 transações que esta mediadora imobiliária de luxo realizou em 2017 ter sido com estrangeiros — que uma das estratégias definidas pela empresa para este ano passa por “continuar a investir muito nos clientes internacionais”. Mas de uma forma proativa. Ou seja, em vez de esperaram que sejam esses investidores a procurar Portugal, é a Sotheby’s que vai ter com eles aos seus países de origem, mesmo quando há outras delegações da empresa nesses países.

Além disso, a estratégia não passa apenas por promover alguns dos imóveis avulso e já prontos a habitar que têm em carteira, mas sim divulgar os vários empreendimentos que estão agora em fase de conclusão ou a começar a ser construídos, precisamente para aproveitar este bom momento do mercado.

Foi o que a Sotheby’s Portugal já foi fazer ao Brasil, mercado que Miguel Poisson acredita ser “o que mais vai crescer este ano”, e o que se prepara para fazer muito em breve noutras localizações mais distantes de onde tem havido muita procura, como é o caso da Índia, do Dubai e da África do Sul.

‘Vender’ construções novas

Ainda assim, a primeira apresentação será em Hong Kong, na China. “Agora que os problemas com o visto gold parecem estar ultrapassados e que o processo está mais ágil, os chineses estão de novo a olhar para Portugal e por isso queremos levar lá alguns dos projetos de luxo que se estão a construir agora em Portugal. É sabido que os chineses gostam muito de construção nova”, adiantou Miguel Poisson.

Na lista de projetos que a Sotheby’s pretende levar até ao estrangeiro estão, por exemplo, o Finisterra Residence, um empreendimento que está ainda a ser construído em Albufeira e que é composto por apartamentos com jardim e piscina e, cada mais relevante para este tipo de compradores, com uma vista total e desafogada sobre o mar, mas com preços inferiores a €1 milhão.

Está ainda o Prata Living Concept (o antigo Jardins Braço de Prata), em Marvila, não muito longe da zona sul do Parque nas Nações onde algumas das casas que já estão construídas custam perto de €2 milhões. E também o Promenade, na Avenida 24 de Julho. Este último é de uma promotora portuguesa, a AM48, ainda não está em obra, mas já está à venda e o apartamento mais caro custa €7,9 milhões.

Mas de acordo com Miguel Poisson um dos grandes objetivos da empresa para este ano é, precisamente, angariar mais projetos destes para promover lá fora. Porque, diz, “há cada vez mais promotores à procura de terrenos para construir e, por isso, vão aparecer cada vez mais obras novas de empreendimentos de luxo”.

É por isso que o responsável da Sotheby’s em Portugal acredita que o valor médio das transações realizadas no país vai superar os €830 mil do ano passado e, consequentemente, o valor global das transações irá crescer 32% este ano, isto depois de ter crescido 21% em 2017 para €250 milhões. “Fazer este montante neste negócio é muito bom. Fomos considerados a delegação número 1 na região EMEIA, ou seja, Europa, Médio Oriente, Índia e África”, conclui.