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Trump taxa quase €50 mil milhões de importações da China. Wall Street cai 1%

O presidente norte-americano assinou esta quinta-feira um memorando impondo taxas alfandegárias sobre importações chinesas e exigiu a Pequim que reduza em quase um terço o atual excedente comercial com os EUA

Jorge Nascimento Rodrigues

Os Estados Unidos vão aplicar um pacote de taxas alfandegárias que poderá incidir sobre "cerca de 60 mil milhões de dólares" (perto de €49 mil milhões) de importações provenientes da China. A decisão foi anunciada esta quinta-feira pelo presidente Trump que assinou um memorando sobre comércio internacional, "o primeiro entre muitos", disse. Poderão ser taxados 1300 produtos Made in China.

Em Wall Street, os índices bolsistas continuam em queda. O Dow Jones 30 e o S&P 500 perdem 1%.

Na sua comunicação na Casa Branca, Trump alegou que o défice comercial dos EUA com a China "está fora de controlo" e exigiu aos governantes chineses que "reduzam imediatamente o défice em 100 mil milhões de dólares (€81 mil milhões)", o que representaria um emagrecimento súbito de quase 1/3 do défice de 2017 que estava em 337 mil milhões de dólares (€274 mil milhões) em produtos e serviços.

No seu estilo impreciso, o presidente acrescentou que os 60 mil milhões poderiam ser "uma fração do que estamos a falar".

O défice comercial com a China é o maior entre os fornecedores dos EUA. Representou, em 2017, 59% do défice global na balança de bens e serviços.

O presidente referiu, ainda, que o comércio com a União Europeia e a Coreia do Norte "também não é justo". O segundo maior défice dos EUA é com o México, que não foi mencionado, o terceiro com a Alemanha, o quarto com o Japão e o quinto com a Itália.