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Youtube vai ter medição de audiências como as de TV

Projeto está a ser desenvolvido com Nielsen e ComScore

Catarina Nunes

Catarina Nunes

Em Londres. O Expresso viajou a convite da Google

Jornalista

Reino Unido, Alemanha e Franca são os primeiros países onde o YouTube vai ter medição de audiências comparáveis com as audiências de televisão, num projeto que a plataforma de vídeo da Google está a desenvolver com as empresas de medição de audiências Nielsen e ComScore.

O projeto foi revelado hoje por Sridhar Ramaswamy, vice-presidente da Google para a área da publicidade. “No ano passado passámos muito tempo a ouvir os anunciantes e assumimos o que fizemos mal porque queremos fazer melhor”, refere Sridhar Ramaswamy, garantido que a Google quer envolver-se ativamente com todos os stakeholders (utilizadores, editores e anunciantes) envolvidos no principal negócio do motor de busca: a publicidade.

O responsavel da Google falava durante a Advertising Week Europe, que decorre esta semana em Londres até quinta-feira. “A publicidade precisa de ser confiável. Os anunciantes precisam de confiar que quando compram anúncios são colocados em conteúdos de qualidade, que são consumidos por pessoas de verdade”, sustenta o vice-presidente para a publicidade.

Nesta área, a Google revelou também ter feito alterações no Google Preferred, programa que permite aos anunciantes gerir o perfil de conteúdos onde quer estar, que no YouTube passa a ter mais um parâmetro, para um total de três, permitindo uma localização e seleção mais fina e definida. Este programa já tinha excluido em janeiro o youtuber Logan Paul, que filmou e divulgou um vídeo de um corpo morto numa floresta no Japão, que é conhecida por ser um local de suicidios.

A transparência e o trabalho em parceria com editores e anunciantes é o principal propósito da Google para o futuro, no rescaldo de sucessivos escândalos que tem posto em causa a segurança, a veracidade de conteúdos e a alocação e retorno dos investimentos, entre outros aspetos. “Os nossos salarios (na Google) são pagos por pessoas que clicam nos anúncios”, reconhece Sridhar Ramaswamy, para justificar o foco na publicidade. “Estamos empenhados em tornar os anúncios melhores. A proliferação de bloqueadores de anúncios é a prova de que há anúncios que as pessoas não querem”, remata o vice-presidente da Google.