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Facebook em queda na bolsa pelo terceiro dia consecutivo

Dado Ruvic / Reuters

Logo na abertura de Wall Street, as ações da rede social voltaram a ser afetadas pelo escândalo do suposto acesso indevido às contas de mais de 50 milhões de utilizadores do Facebook.

Depois de duas sessões em queda pronunciada, que acabou por resultar numa desvalorização de praticamente 60 mil milhões de dólares (cerca de 49 mil milhões de euros), as ações do Facebook voltaram a acordar no vermelho nesta terceira sessão da semana. Enquanto o indíce tecnológico Nasdaq cai acima dos 0,4%, os títulos da companhia de Mark Zuckerberg abriram a cair mais de 2,5%, valendo cada ação 168,15 dólares (136,97 euros). Nas duas últimas sessões, perderam mais de 7%.

Na última sexta-feira, antes de o "The New York Times" e "Observer" terem noticiado que os dados de mais de 50 milhões de utilizadores do Facebook foram indevidademente utilizados pela consultora Cambridge Analytica, para influenciarem os eleitores das eleições presidenciais norte-americanas e do referendo ao Brexit, em 2016, os títulos encerraram a valer 185 dólares (150,76 dólares), com uma capitalização bolsista de 537,69 mil milhões de dólares (438 mil milhões de euros). Esta quarta-feira, o Facebook está a valer 482,11 mil milhões de dólares (393,76 mil milhões de dólares). Como lembra a edição do "Jornal de Negócios" esta quarta-feira, a rede social em pouco mais de 48 horas já perdeu o valor do PSI-20 português.

Desde logo, o Facebook rejeitou as alegações. Contudo, com a admissão de utilização indevida dos dados pela Cambridge Analytica, pôs a descoberto uma realidade negra dentro da rede social: ou esta é susceptível a roubos de informação ou, então, violou as suas próprias regras e abriu os seus arquivos a entidades terceiras - em 2011, a companhia comprometeu-se a pedir o consentimento dos seus utilizadores antes de fazer determinadas alterações nas preferências de privacidade dos mesmos, depois de ter sido acusada de partilhar com terceiros informação não autorizada, abusando dos consumidores.

Segundo a Bloomberg, caso a suspeita de que a rede social possa ter facilitado o acesso da Cambridge Analytica a milhões de dados se venha a confirmar, então a empresa terá violado esse acordo e terá de pagar uma multa diária de 40 mil dólares (33 mil euros) por cada violação.

Estas penalizações, contudo, não são as únicas preocupações de Mark Zuckerber, o fundador do Facebook e o empreendedor que, no final de 2017, afirmou que este (2018) seria o ano de "consertar" alguns dos problemas apontados à sua rede social. É que o cerco dos reguladores está a apertar-se. Tanto o Senado norte-americano, como o Parlamento Europeu e o parlamento britânico já pediram para falar com Zuckerberg. E o desempenho em bolsa está a ressentir-se.