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Défice corrente e de capital aumentam no arranque de 2018

A balança comercial portuguesa também também viu o saldo negativo aumentar em janeiro de 2018, avança o Banco de Portugal

A economia portuguesa registou, no arranque de 2018, um saldo negativo de 482 milhões de euros nas balanças corrente e de capital, segundo as estatísticas divulgadas esta terça-feira pelo Banco de Portugal (BdP). Este valor compara com o défice de 176 milhões de euros observado em janeiro de 2017 (mais 306 milhões), o que denota um crescimento de quase três vezes do saldo negativo das trocas de Portugal com os mercados externos.

Para esta evolução, afirma o BdP na sua nota informativa sobre janeiro de 2018, contribuíram "todas as componentes da balança corrente e de capital" (incluem-se aqui, por exemplo, a balança comercial, assim como a balança financeira, que diz respeito ao investimento direto), "com exceção das balanças de serviços e de rendimento secundário".

De acordo com as estatísticas publicadas, a balança de bens e serviços apresentou um défice de 417 milhões de euros em janeiro de 2018, que compara com os 234 milhões registados no mesmo mês de 2017. A balança de bens e a balança de serviços "tiveram evoluções distintas com a primeira a aumentar o défice em 268 milhões de euros e a segunda a aumentar o excedente em 85 milhões de euros", sobretudo devido ao contributo da rubrica de viagens e turismo", mas o desempenho desta última não foi suficiente para compensar o comportamento da primeira, denota o boletim do BdP.

Estes dados olham também para as exportações de bens e serviços, que cresceram 8,6% (9,3% nos bens e 7,2% nos serviços), mas que ficaram abaixo dos 11,2% registados nas importações (12,9% nos bens e 4,1%).

Da mesma forma, o défice da balança de rendimento primário aumentou dos 120 milhões de euros para 342 milhões, "sobretudo devido à redução de rendimentos de investimento recebidos do exterior".

Também o saldo da balança financeira registou uma redução dos ativos líquidos de Portugal sobre o exterior no valor de 721 milhões de euros. "Este decréscimo traduziu-se, essencialmente, no aumento dos passivos do banco central. Por oposição, destaca-se o reembolso antecipado ao FMI, no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira, no valor de 831 milhões de euros", acrescenta o BdP.