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'Alqueva do Ribatejo' é apresentado esta quarta-feira ao Presidente da República

Os partidos políticos já foram oficialmente informados e alguns bancos estão interessados no financiamento, mas os fundos europeus serão determinantes. O Projeto Tejo requer um investimento de €4,5 mil milhões

Os promotores do Projeto Tejo reúnem-se esta quarta-feira com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Os empresários Manuel e Miguel Campilho e o especialista em planeamento agrícola Jorge Froes descolam-se ao Palácio de Belém, da parte da tarde, para apresentarem formalmente o Projeto Tejo ao Presidente da República.

Aquele que já é conhecido por ‘Alqueva do Ribatejo’ prevê um investimento de €4,5 mil milhões para a criação de um empreendimento de regadio a 30 anos e que tornará o Tejo navegável entre Lisboa e Abrantes.

O projeto vai levar água a 300 mil hectares do Ribatejo, Península de Setúbal e região Oeste. Ou seja, uma área que é quase o dobro da que Alqueva irá regar quando a obra estiver finalmente concluído.

Três semanas depois de o Expresso ter noticiado o Projeto Tejo em primeira-mão, os seus promotores prosseguem uma ronda de contactos com os partidos políticos, com as comunidades intermunicipais da região ribatejana e também com as comissões de Economia, Agricultura, Ambiente e Negócios Estrangeiros, da Assembleia da República.

O Expresso sabe que o Projeto Tejo também já foi apresentado a dois bancos (há mais um na calha) que se mostraram interessados numa eventual parceria financeira para o empreendimento. No entanto, segundo os seus promotores, o acesso a fundos europeus será “absolutamente determinante”.

O Governo, através do ministro da Agricultura, Capoulas Santos e do secretário de Estado da Agricultura, Luís Vieira, também já tem conhecimento da estrutura que está a ser preparada há vários meses.

O grupo de promotores procura agora cobertura política e institucional para a iniciativa e está já a estudar como será o modelo de gestão deste mega-empreendimento. Da equipa fundadora do projeto fazem ainda parte o consultor e ex-ministro da Economia Augusto Mateus e o professor catedrático e especialista em questões agrícolas Francisco Avilez.

Está prevista a construção de seis ou sete açudes em vez de uma grande albufeira. Ficarão espaçados em cerca de 20 quilómetros uns dos outros e irão suceder-se entre Vila Franca de Xira e Abrantes.