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Câmaras de Comércio já podem ser reconhecidas pelo Estado

Foi aprovado o decreto-lei que permitirá às Câmaras de Comércio terem um selo de reconhecimento do Estado português, agora é preciso definir os critérios de candidatura. Este é um dos temas em debate na reunião anual das Câmaras de Comércio portuguesas espalhadas pelo mundo

Tardou, mas chegou. Foi preciso quase uma década para que o poder político fizesse sair o decreto-lei que permitirá às Câmaras de Comércio terem o reconhecido do Estado português, através de uma certificação criada para o efeito. O decreto-lei saiu este ano, mas ainda falta definir os critérios de candidatura. A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), entidade coordenadora da rede internacional de Câmaras de Comércio portuguesas, espera que o processo seja agora célere.

“É um selo de reconhecimento do Estado pelo esforço de promoção do país que as câmaras de comércio fazem por esse mundo fora, e é muito notório e meritório. É muito relevante esse reconhecimento porque é um sinal de que o país agradece o esforço”, explicou Pedro Magalhães, diretor das relações internacionais da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

Este será um dos temas que estará em destaque no encontro anual das Câmaras de Comércio portuguesas, a decorrer esta semana em Berlim, e onde estarão presentes 20 das 44 câmaras coordenadas pela CCIP. Um encontro onde além de estar Bruno Bobone e Paulo Portas, respetivamente presidente e vice presidente da CCIP, estará também o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias.

Haverá neste encontro de dois dias, 21 e 22 de março, duas novas câmaras de comércio portuguesas, a do Irão e a do Dubai, ambas em expansão.

O número de câmaras tem crescido de ano para ano, frisa Pedro Magalhães, sublinhando a importância e o papel destas instituições na contribuição que têm dado para o crescimento das exportações portuguesas. “As exportações estão a crescer e nós também. Em cinco anos praticamente duplicámos a rede de Câmaras de Comércio”, adiantou.

A CCIP além de coordenar a rede de câmaras portuguesas internacionais, com presença em 29 países, abre portas e ajuda as pequenas e médias empresas (PME) a estabelecer contactos em Portugal e no exterior. “Temos um conjunto de parcerias nacionais e internacionais que são muito úteis para as PME”, sublinha o responsável pelas relações internacionais da CCIP. “Juntos somos mais fortes”, acrescenta. Pedro Magalhães assegura que é notória a vontade cada vez mais maior das PME em internacionalizarem-se.

A CCIP, explica, não vive das quotas dos associados, mas dos serviços que presta, nomeadamente de consultoria, de apoio às exportações, de arbitragem. A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa é uma instituição independente e não recebe quaisquer subsídios do Estado. Tem atualmente mais de mil membros.